Vendedores de água de coco do Vaca Brava inseguros

Vendedores de água de coco do Vaca Brava inseguros: eles enfrentam incerteza após notificações da Prefeitura de Goiânia que exigem a troca dos quiosques fixos por estruturas móveis removíveis ao fim do expediente. Ao todo, 15 ambulantes trabalham no parque e temem perder a principal fonte de renda.
Em reunião na última semana, o secretário municipal de Eficiência, Fernando Peternella, assegurou que nenhum comerciante será retirado de imediato e prometeu linhas de financiamento para viabilizar a mudança dos pontos de venda.
Vendedores de água de coco do Vaca Brava inseguros
Os ambulantes foram notificados no início de setembro e receberam prazo até 15 de outubro para apresentar adequações. Segundo Peternella, a taxa anual de regularização não ultrapassará R$ 500, montante que equivale a menos de R$ 50 mensais. O secretário explicou que, uma vez quitado o boleto, a licença terá renovação automática, garantindo continuidade ao trabalho.
Exigências devem alcançar mais parques
A prefeitura informou que a mesma fiscalização alcançará ainda os parques Areião e Flamboyant. A medida faz parte de esforço para padronizar o comércio ambulante em áreas públicas, argumento que gerou questionamentos entre os vendedores, que temem concessões futuras dos parques à iniciativa privada.
Prefeito defende diálogo e organização
O prefeito Rogério Cruz reconheceu que a abordagem inicial foi equivocada. “Precisamos primeiro explicar a situação e oferecer condições para que os trabalhadores se regularizem”, afirmou. Ele reiterou que “a cidade não tolerará desorganização”, mas prometeu apoio para que pais e mães de família continuem atuando.
Modelos de financiamento para carrinhos padronizados já são adotados em outras capitais e podem aliviar o impacto financeiro sobre pequenos vendedores.
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Crédito da imagem: GettyImages