Caiado visita Bolsonaro para alinhar sucessão de 2026

Caiado visita Bolsonaro para alinhar sucessão de 2026: movimento domina as conversas nos bastidores da direita nesta semana. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), articula uma ida à residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar, para discutir o cenário da sucessão presidencial de 2026.
De acordo com aliados de Bolsonaro, o ex-presidente já deu sinal verde para o encontro, e seus advogados devem pedir autorização judicial nos próximos dias. A reunião terá como pauta central a construção de um nome único do campo bolsonarista para a próxima corrida ao Planalto.
Caiado visita Bolsonaro para alinhar sucessão de 2026
A movimentação ocorre após um atrito público entre Caiado e o senador Ciro Nogueira (PP). No início de outubro, o governador goiano classificou como “vergonhosa” a tentativa de Ciro de se apresentar como porta-voz de Bolsonaro ao declarar apoio antecipado ao governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O senador havia dito ao jornal O Globo que, hoje, apenas Tarcísio e Ratinho Júnior (PSD-PR) seriam viáveis eleitoralmente.
Nos bastidores, Caiado sustenta que mantém diálogo com todas as lideranças conservadoras, mas enfatiza seu “peso político e administrativo” dentro da direita. Interlocutores afirmam que ele pretende usar o encontro para reforçar junto a Bolsonaro seu potencial como opção presidencial ou, ao menos, para influenciar a escolha do nome que representará o grupo em 2026.
Apesar da rivalidade recente, Caiado já indicou a aliados que, se Bolsonaro fechar questão em torno de Tarcísio, está disposto a compor a aliança. Para observadores, o encontro servirá como termômetro da influência do ex-presidente nas articulações eleitorais e da capacidade de coesão do bolsonarismo.
A defesa de Bolsonaro deve protocolar o pedido de visita ainda nesta semana. Caso a Justiça autorize, a reunião marcará novo capítulo da disputa interna por protagonismo na direita.
A definição de um pré-candidato único interessa ao grupo bolsonarista para evitar a pulverização de votos e maximizar chances de retorno ao Palácio do Planalto em 2026. Até lá, lideranças regionais avaliam que a unidade será decisiva para enfrentar adversários de centro e de esquerda.
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Foto: Arquivo/Secom