Cais Cândida de Morais mantém emergência após boatos

Cais Cândida de Morais segue com atendimentos normais de urgência e emergência, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mesmo após rumores de que o serviço seria suspenso.
Funcionários do Centro de Atenção Integrada à Saúde (Cais) relataram possível fechamento do setor emergencial, citando sucateamento da estrutura, carência de insumos e a hipótese de transformação da unidade em policlínica gerida por Organização Social (OS). A SMS, porém, reafirma que a unidade permanece aberta e atendendo pacientes classificados nas cores amarela e vermelha da triagem de risco.
Cais Cândida de Morais mantém emergência após boatos
Parlamentares discutiram o tema na sessão de quarta-feira (3) da Câmara Municipal de Goiânia. O vereador Pedro Azulão Jr. (MDB) disse ter recebido garantias do secretário de Saúde de que não há plano de encerrar a emergência. Henrique Alves (MDB) reforçou a importância estratégica do Cais para a Região Noroeste, que recebe entre 400 e 700 pacientes por dia.
Em nota, a SMS informou ter enviado equipe de manutenção predial para reparos na rede hidráulica e entregue os insumos solicitados pelo distrito sanitário responsável. A pasta também abriu processo administrativo contra a Loc Service, empresa terceirizada responsável pela limpeza, manutenção e suprimentos, devido à “má qualidade dos serviços prestados”. Caso as falhas se confirmem, o contrato poderá ser rescindido, impedindo novos acordos com a Prefeitura.
Trabalhadores relatam que, diante da escassez de materiais, vaquinhas internas foram necessárias para adquirir luvas, máscaras e álcool. Além disso, consertos simples, como troca de fechadura, estão pendentes. Representantes da SMS visitaram a unidade na noite de terça-feira (2) e teriam orientado, segundo funcionários, o atendimento apenas de casos graves, o que a Secretaria nega.
Uma nova reunião entre servidores está prevista para terça-feira (9) para avaliar a situação. O Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde (Sindsaúde) planeja vistoria nesta quinta-feira (4) a fim de verificar as denúncias.
Para especialistas em gestão pública, manter a porta de emergência aberta é essencial para desafogar hospitais de maior complexidade. Segundo o Ministério da Saúde, unidades de pronto atendimento reduzem em até 20% a demanda em prontos-socorros municipais.
Vital para a rede de atenção básica de Goiânia, o Cais Cândida de Morais aguarda o repasse de uma emenda parlamentar de R$ 400 mil destinada a custeio e compra de equipamentos, medida considerada fundamental pelos vereadores para evitar sobrecarga e garantir qualidade do serviço.
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Crédito da imagem: Arquivo/Secom