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Tarcísio radicaliza contra STF e abala ponte de diálogo

Tarcísio radicaliza contra STF ao repetir, nos atos de 7 de Setembro, críticas que ecoam o bolsonarismo e questionam a atuação do Supremo Tribunal Federal. A postura surpreende menos pelo teor e mais pelo rompimento definitivo de uma relação que, até o início do ano, era vista como promissora dentro da Corte.

Ministros do STF viram com reserva o uso de termos como “ditadura da toga” e a defesa de “anistia ampla, geral e irrestrita” ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante o evento cívico em São Paulo. Segundo fontes do tribunal, o sentimento predominante é de lamento ao perceber que o governador abandona o perfil moderado que lhe garantia trânsito entre direita e Judiciário.

Tarcísio radicaliza contra STF e abala ponte de diálogo

Quando tomou posse, Tarcísio de Freitas era considerado uma ponte possível entre a ala conservadora e o Supremo. Esse capital político começou a se desgastar em março, quando ele afirmou, em palanque ao lado de Bolsonaro, que o Judiciário agia politicamente para prejudicar aliados do ex-presidente. Para um magistrado ouvido pela CNN, a ponte “está bamba e prestes a ruir”.

O contraste é grande em relação a episódios recentes. Em fevereiro, no lançamento do edital do túnel Santos-Guarujá, o governador, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pregou que a política partidária deveria ficar em segundo plano para priorizar a população. Mais tarde, ao ser cobrado sobre a implantação de câmeras corporais na Polícia Militar, mostrou respeito às decisões judiciais. Agora, o mesmo Tarcísio adota discurso eleitoral mirando 2026, ressaltam ministros.

Especialistas avaliam que o novo tom erode a credibilidade do governador como interlocutor. Para Sérgio Praça, cientista político da FGV, “o STF já enfrentou choques diretos no passado e deve adotar cautela para evitar escalada”. O próprio tribunal evita comentar publicamente, mas, segundo apurou a reportagem, articula esforços internos para manter canais institucionais abertos—mesmo que a disposição do Palácio dos Bandeirantes tenha encolhido.

O episódio reacende o debate sobre a relação entre poderes. A Carta Magna garante independência, mas a pressão política pode testar esses limites. Em nota recente, o Supremo reiterou que “discordâncias devem seguir ritos legais e respeitosos”, posicionamento alinhado à fala do presidente da Corte, disponível no site oficial do tribunal (STF).

Analistas lembram que, em anos eleitorais, a retórica costuma se acirrar, porém alertam para o risco de a crise institucional contaminar pautas administrativas de interesse direto da população paulista, como infraestrutura e segurança pública.

Para acompanhar a evolução desse embate entre Executivo paulista e Judiciário, leia também nossa cobertura completa em Política e mantenha-se informado.

Crédito da imagem: Reprodução

Redação GOYAZ

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