
Operação Pagamento Imediato cumpre 13 mandados e mira fraude milionária na Saúde de Goiânia: a Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (Dercap), deflagrou nesta terça-feira (18) a Operação Pagamento Imediato. A ação visa cumprir 13 mandados de busca e apreensão em uma investigação de alta complexidade. Os crimes apurados são associação criminosa, contratação direta ilegal e fraude em licitação.
A investigação tem como foco um contrato firmado em 2024 entre a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e uma empresa, identificada em apurações jornalísticas como o Instituto Idesp, sediado em Palmas/TO. Este contrato, no valor aproximado de R$ 12 milhões, é o epicentro das irregularidades.
Operação Pagamento Imediato cumpre 13 mandados e mira fraude milionária na Saúde de Goiânia
A apuração foi iniciada após um relatório detalhado da Gerência de Ações Estratégicas da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás apontar graves indícios de fraude e direcionamento. Foi verificado que o pagamento integral do valor contratado, de cerca de R$ 12 milhões, foi realizado em um prazo extremamente curto, muito inferior ao estipulado, e sem a devida comprovação da efetiva prestação dos serviços.
Além disso, a Polícia Civil constatou a destinação e liberação de parte dos recursos antes mesmo da formalização do contrato. Tais fatos reforçam a forte suspeita de direcionamento e desvio de finalidade. Os crimes são associados à gestão do ex-prefeito Rogério Cruz e do ex-secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara.
Os 13 mandados judiciais de busca e apreensão foram cumpridos de forma coordenada nos estados de Goiás (incluindo Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo), Tocantins (Palmas), São Paulo e no Distrito Federal.
Além das buscas, a Justiça autorizou e a Polícia Civil executou uma série de medidas cautelares rigorosas. Estas incluem a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, a suspensão e proibição de exercício de atividade econômica e, principalmente, o sequestro e a indisponibilidade de bens, direitos e valores dos envolvidos. O bloqueio atinge o limite de R$ 12 milhões, visando garantir o ressarcimento integral ao erário público estadual.
Crédito da Imagem: PCGO