Marcha Global pelo Clima reúne 30 mil e cobra fim de fósseis

Marcha Global pelo Clima reúne 30 mil e cobra fim de fósseis em Belém (PA) marcando a principal mobilização popular rumo à COP-30. Ao longo de 4,5 km, manifestantes exigiram justiça climática e a eliminação dos combustíveis fósseis na Amazônia.
Participaram do ato movimentos sociais, estudantes, pesquisadores e lideranças indígenas de vários países amazônicos. A caminhada saiu do Mercado de São Brás em direção à Aldeia Cabana e contou com as ministras Marina Silva, do Meio Ambiente, e Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas.
Marcha Global pelo Clima reúne 30 mil e cobra fim de fósseis
Em discurso, Marina Silva afirmou que a COP-30 precisa traçar “o mapa do caminho para a transição energética, encerrando a dependência de carvão, petróleo e gás”. Segundo a ministra, o Brasil manterá o compromisso de desmatamento zero e busca que outros países adotem metas semelhantes.
Sônia Guajajara destacou que a Amazônia tornou-se o centro das discussões globais. “Aqui se encontram os guardiões da vida. Chegou a vez de a floresta falar ao mundo”, declarou a primeira indígena a chefiar um ministério no país.
A Cúpula dos Povos, organizadora da marcha, finalizou na véspera um relatório que aponta os mais pobres como os maiores afetados pelas mudanças climáticas. O documento será entregue neste domingo (16) ao presidente da COP-30, embaixador André Correa do Lago. Segundo ele, relatórios da sociedade civil “têm influência significativa nas negociações”.
As reivindicações locais dialogam com alertas globais sobre a urgência de limitar o aquecimento do planeta, reforçados por estudos do painel climático da ONU. Entre as demandas estão a redução imediata das emissões e investimentos em energias renováveis na região amazônica.
Ao final, organizadores avaliam que a adesão de 30 mil pessoas amplia a pressão sobre governos e empresas, sinalizando que a transição energética será tema central nas discussões em Belém em 2025.
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Crédito da imagem: Instagram Mídia Indígena Oficial