Celso Sabino deixa Ministério do Turismo após pressão

Celso Sabino deixa Ministério do Turismo após acatar o ultimato do União Brasil, partido que determinou a saída de todos os filiados de cargos no governo federal em até 24 horas.
O ministro comunicou a decisão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em encontro de mais de uma hora, nesta última sexta-feira (19), no Palácio da Alvorada. Sabino pediu a Lula para concluir agendas já marcadas e deve formalizar a exoneração quando o chefe do Executivo retornar de Nova York, na próxima quinta-feira (25).
Celso Sabino deixa Ministério do Turismo após pressão
No fim de semana, Lula segue para os Estados Unidos, onde abrirá a 78ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A participação do presidente no fórum global, cujo histórico pode ser conferido nesta página da ONU, adiou o desligamento formal do ministro.
Deputado federal pelo Pará, Sabino assumiu a pasta em julho de 2023 e vinha coordenando ações ligadas à COP30, que ocorrerá em Belém em 2025. Mesmo tentando manter diálogo com a cúpula partidária, o ministro não resistiu à pressão interna.
A orientação para que filiados deixem o governo foi emitida após reportagens associarem o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Rueda e o partido negam as acusações e insinuaram, em nota, ingerência do governo nas investigações conduzidas pela Polícia Federal.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reagiu nas redes sociais, classificando a nota da sigla como “infundada e leviana” e reafirmou que o governo não influencia apurações policiais.
Com a saída de Sabino, Lula precisará indicar novo titular para o Turismo—pasta estratégica diante da preparação da COP30 e da expectativa de incremento no fluxo de visitantes internacionais. Interinamente, o cargo pode ser ocupado por um secretário executivo até a definição do sucessor.
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Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil