
Assistente social desaparecida em Goiânia pediu R$150 no PIX à mãe, por PIX, poucas horas antes de desaparecer, na última sexta-feira (7). O caso de Késia Silva, de 32 anos, completa cinco dias sem pistas concretas, enquanto a família percorre hospitais e institutos médicos legais em busca de notícias.
Moradora do Residencial Recanto do Bosque, Késia informou que sairia para um supermercado por volta de 13h. Imagens de câmeras mostram a assistente social vestindo um vestido amarelo de crochê e sapatilhas creme às 14h, caminhando pelas proximidades do bairro. Depois disso, ela não foi mais vista.
Assistente social desaparecida em Goiânia pediu R$150 no PIX
A mensagem enviada à mãe, Luzenira Ribeiro, pedia a transferência de R$ 150. “Ela sempre me pedia pequenas quantias, mas desta vez não disse para que era”, contou a professora, que viajou de ônibus do Pará até a capital goiana para acompanhar as buscas.
Últimos contatos e movimentação antes do sumiço
Às 16h57 de sexta, Késia telefonou para a irmã de criação, Aline Anselmo de Souza, afirmando estar em um bar perto de casa e que retornaria em seguida. Segundo a proprietária do estabelecimento, a assistente social consumiu dois discos de carne e três cervejas antes de entrar em um veículo às 21h20.
O marido, Marcos Benigno de Sousa, chegou em casa às 23h e, ao perceber a ausência da esposa, iniciou as buscas. O boletim de ocorrência só foi registrado no domingo (9), após a família confirmar que não havia registros de atendimento a Késia em hospitais nem no IML.
Investigação policial e apelo da família
O caso está sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) da Polícia Civil. Informações podem ser repassadas pelo número 197. Em declaração ao G1, investigadores reforçaram que qualquer detalhe sobre a movimentação de Késia na sexta-feira pode ser decisivo para localizar a assistente social.
Familiares afirmam que Késia não apresentava problemas de saúde mental, não usava drogas e consumia bebidas apenas socialmente. Sem trabalho formal, ela se dedicava ao cuidado da irmã Aline, que enfrenta problemas de saúde, e da sobrinha de seis anos.
“Não havia motivo para ela fugir”, registrou Marcos no boletim de ocorrência. O celular da assistente social está desligado desde a noite do desaparecimento, e mensagens enviadas pelos parentes não foram mais visualizadas.
Qualquer pista sobre o paradeiro de Késia pode ser enviada anonimamente à Polícia Civil. Enquanto isso, a família mantém vigílias pelo bairro e distribui cartazes com a foto da jovem.
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Crédito: Arquivo pessoal