
Comércio com a China não impede diálogo do Brasil com EUA
Comércio com a China não impede diálogo do Brasil com EUA. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta sexta-feira (15) que a parceria comercial brasileira com Pequim coexistirá com as tratativas para reverter as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos nacionais.
Alckmin critica sobretaxas aplicadas por Washington
Durante a inauguração da fábrica da montadora chinesa GWM em Iracemápolis (SP), Alckmin classificou as tarifas americanas como “injustas e incompreensíveis”, lembrando que os EUA registram superávit na balança bilateral. O vice-presidente disse que “o Brasil é bom parceiro” e reforçou a disposição de manter o diálogo para restabelecer o fluxo de exportações ao mercado norte-americano.
China permanece principal destino das vendas brasileiras
Segundo Alckmin, o fato de Pequim ser o maior comprador de produtos brasileiros “não é incompatível” com a estratégia de ampliar relações com Washington. Para ele, o comércio exterior “aproxima os povos e gera ganho de eficiência”. O vice-presidente destacou que sete montadoras estrangeiras, incluindo a recém-chegada GWM, instalaram unidades no país nos últimos dois anos e meio, sinalizando confiança no ambiente de negócios local.
Indústria automotiva reforça atração de investimentos
A nova planta da GWM reforça o corredor automotivo paulista e deve impulsionar a cadeia de fornecedores regionais. Alckmin citou o projeto como exemplo de que o Brasil “seguirá recebendo investimentos relevantes”, sobretudo em setores de alta tecnologia e valor agregado.
Em resumo, o governo brasileiro pretende equilibrar a balança comercial, combater barreiras impostas por parceiros estratégicos e, ao mesmo tempo, preservar o comércio com a China como engrenagem central do crescimento econômico. Para acompanhar como essas negociações impactam a economia nacional, visite nossa editoria de Política e siga conectado às atualizações.
