
Polícia Civil investiga suspeito de crimes em série em Caldas Novas: a Polícia Civil de Goiás investiga a conduta de Alessandro Belo Rosa, de 47 anos, sob a suspeita de atuação como assassino em série em Caldas Novas. O servente de pedreiro foi detido na última terça-feira, 27 de janeiro de 2026, por suposto envolvimento nas mortes de Amarildo Rodrigues Moreira e Raimundo Tote de Morais. As diligências indicam que os crimes ocorreram com o auxílio de um adolescente de 16 anos, sendo que as vítimas eram colegas de trabalho do investigado.
Polícia Civil investiga suspeito de crimes em série em Caldas Novas
O cronograma da Polícia Civil de Goiás detalha que Raimundo desapareceu em 10 de janeiro, sendo localizado em 29 de janeiro em uma região de mata. Amarildo, declarado desaparecido em 22 de janeiro, teve o corpo encontrado no dia 28, enterrado no quintal da residência de Alessandro. O delegado Alex Miller, da Delegacia Regional de Caldas Novas, afirma que o suspeito possui histórico criminal, incluindo a condenação pelo homicídio de uma ex-namorada em 2014. A polícia apura ainda um terceiro desaparecimento ocorrido há doze anos, que pode estar relacionado ao mesmo autor.
A prisão ocorreu após a constatação de que o investigado descumpriu o regime de monitoramento por tornozeleira eletrônica. No ato da detenção, perícias realizadas no aparelho celular do suspeito revelaram registros fotográficos de Alessandro e do adolescente com vestígios de sangue, datados do período do desaparecimento de Amarildo. As evidências motivaram novas buscas que culminaram na localização dos corpos.
De acordo com o inquérito policial, as vítimas foram mortas com métodos distintos. Amarildo teria sido atingido por golpes de marreta na cabeça dentro do imóvel do suspeito. Já Raimundo foi morto com o uso de um bloco de cimento e estrangulamento por cabo de aço, em uma área de mata próxima ao seu local de trabalho. Após o óbito de Raimundo, foram subtraídos dinheiro e o telefone celular da vítima, configurando também a linha de investigação por latrocínio. Os procedimentos seguem no Tribunal de Justiça de Goiás para a responsabilização penal dos envolvidos.