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Consumo de café cai 16% em abril devido à alta de preços

Essa alta é multifatorial, impulsionada por problemas climáticos que comprometeram a produção interna e por um aumento na demanda global

Consumo de café cai 16% em abril devido à alta de preços: o mercado brasileiro de café enfrenta uma escalada de preços que tem repercutido diretamente na inflação e no poder de compra do consumidor.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam um avanço de 80% no valor do café moído nos últimos 12 meses, até abril.

Essa alta é multifatorial, impulsionada por problemas climáticos que comprometeram a produção interna e por um aumento na demanda global, notadamente da China, onde o consumo da bebida está em franca expansão.

Consumo de café cai 16% em abril devido à alta de preços

Diante desse cenário de custos elevados, os consumidores brasileiros têm sido compelidos a ajustar seus hábitos de consumo, buscando alternativas mais acessíveis para manter a rotina da bebida.

O café solúvel, por exemplo, emergiu como uma opção mais econômica, registrando um aumento de apenas 17% em seu preço. Além disso, a evolução tecnológica na produção, como o advento do café liofilizado, tem aprimorado a experiência sensorial do solúvel, aproximando-o do sabor do café tradicional e tornando-o mais atrativo.

Essa mudança de comportamento é quantificada pela Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), que reportou uma queda de 16% no consumo em abril deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Esse dado sugere que os consumidores estão adotando estratégias como diluir mais o café ou reduzir a frequência de consumo para mitigar o impacto dos preços crescentes em seu orçamento.

A disparidade de preços entre as diversas formas de café é outro ponto crítico a ser observado. Enquanto o quilo do café moído no varejo em São Paulo pode custar cerca de R$ 60, o café em cápsulas atinge patamares significativamente mais altos, podendo ultrapassar os R$ 400 por quilo.

Essa diferença abissal estimula os consumidores a desenvolverem táticas de otimização, como o cálculo preciso da quantidade de café a ser preparada, visando evitar desperdícios e estender o rendimento do produto.

O cenário atual do mercado de café no Brasil, portanto, não é apenas um reflexo de fatores climáticos e de demanda, mas também um catalisador de novas dinâmicas de consumo e de adaptação por parte dos consumidores.

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Redação GOYAZ

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