COP30 e Trump: Lula encara desafios pós-ONU

COP30 e o diálogo emergente com Donald Trump concentram os maiores desafios diplomáticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após sua participação na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
De volta ao Brasil, o governo inicia tratativas com Washington para transformar o aceno do ex-presidente norte-americano em resultados concretos, enquanto corre contra o tempo para garantir a infraestrutura da conferência do clima marcada para novembro de 2025, em Belém.
COP30 e Trump: Lula encara desafios pós-ONU
O encontro relâmpago entre Lula e Trump nos corredores da ONU — descrito pelo republicano como um “abraço de 20 segundos” — abriu a porta para uma reunião mais extensa nos próximos dias. O Itamaraty avalia se o diálogo ocorrerá presencialmente ou por videoconferência, mas já mobilizou diplomatas dos dois países em busca de pautas concretas, como comércio, investimentos e meio ambiente.
Embora Trump tenha classificado o brasileiro como “um homem muito agradável”, também reiterou críticas à balança comercial e às sanções aplicadas pelos EUA. A iniciativa foi recebida como vitória parcial pelo Planalto, principalmente após o Departamento do Tesouro ter sancionado autoridades ligadas ao ministro Alexandre de Moraes na véspera do discurso de Lula.
Paralelamente, a organização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas enfrenta atrasos na rede hoteleira de Belém. Preços elevados e oferta limitada levaram países a reduzir o tamanho de suas delegações, aumentando o risco de esvaziamento político do encontro. O governo federal promete alternativas de hospedagem temporária e negocia preços com a iniciativa privada.
No front climático, Lula anunciou em Nova York que o Brasil aportará US$ 1 bilhão ao Fundo Florestas Tropicais Para Sempre, a ser lançado na COP30, e cobrou contribuições “ambiciosas” dos demais chefes de Estado. O presidente reforçou que a conferência em Belém será “a COP da verdade”, teste decisivo para o esforço global contra o aquecimento do planeta.
Internamente, a diplomacia brasileira monitora a influência do senador republicano Marco Rubio, crítico do governo petista e aliado do bolsonarismo em Washington. A percepção é de que Rubio pode tensionar futuras conversas entre Lula e Trump, sobretudo em temas ambientais.
Com pouco mais de um ano até a cúpula, o Palácio do Planalto aposta em avanços rápidos na infraestrutura de Belém e em um acordo político com Trump para chegar à COP30 com respaldo internacional renovado.
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Crédito da imagem: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo