CPI do Crime Organizado recebe diretor da PF nesta terça

CPI do Crime Organizado recebe diretor da PF nesta terça: CPI do Crime Organizado inicia nesta terça-feira, 18, sua primeira oitiva ouvindo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. Convidados a pedido do relator Alessandro Vieira (MDB-SE), ambos devem apresentar detalhes sobre o combate às facções criminosas em território nacional.
O requerimento de convite foi aprovado na reunião de instalação do colegiado, em 4 de novembro, quando os senadores definiram o cronograma preliminar de depoimentos e a linha de investigação voltada à atuação integrada das forças de segurança.
CPI do Crime Organizado recebe diretor da PF nesta terça
Instalada com Fabiano Contarato (PT-ES) na presidência, Hamilton Mourão (Republicanos-RS) na vice e Alessandro Vieira como relator, a CPI pretende esclarecer lacunas sobre financiamento, armamento e expansão do crime organizado. A presença dos dois representantes da PF é vista como ponto de partida para medir o alcance das operações federais e alinhar dados com os estados.
Criada em junho, a comissão ficou paralisada por quatro meses aguardando a indicação de integrantes. O impasse foi resolvido após uma megaoperação policial no Rio de Janeiro que resultou em mais de 100 mortes, fato que levou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a confirmar a instalação imediata do colegiado.
Para quarta-feira, 19, está agendado o depoimento do diretor de Inteligência Penal da Senappen, Antônio Glautter de Azevedo Morais, e do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, ambos chamados como colaboradores a fim de fornecer dados sobre a articulação de facções dentro e fora do sistema prisional.
Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a integração entre PF, Ministério da Justiça e órgãos estaduais é determinante para reduzir o poder econômico das quadrilhas, alvo central da CPI.
Ao final das oitivas, o relator deve apresentar um cronograma de diligências externas, pedidos de sigilo bancário e relatórios de inteligência que nortearão a fase de inquérito parlamentar, prevista para o primeiro trimestre de 2025.
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