CPMI do INSS preocupa ministro, mas Congresso é soberano

CPMI do INSS preocupa ministro, mas Congresso é soberano. O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, reconheceu nesta quarta-feira (20) desconforto com a composição da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigará o Instituto Nacional do Seguro Social, após a oposição assumir o comando do colegiado.
Em entrevista na Câmara dos Deputados, Queiroz ponderou que, apesar do receio, “o governo não escolhe presidência nem relatoria; essa decisão cabe exclusivamente aos parlamentares”. Segundo ele, a expectativa é que o relatório final priorize o interesse público e apresente “justiça e verdade dos fatos”.
CPMI do INSS preocupa ministro, mas Congresso é soberano
A votação que definiu a mesa da CPMI surpreendeu aliados do Palácio do Planalto. O senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente com 17 votos, três a mais que Omar Aziz (PSD-AM), nome indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Na sequência, Viana nomeou o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) como relator, contrariando a indicação inicial da Câmara.
Queiroz refutou a leitura de derrota governista: “Participei de CPIs por quase 24 anos; mudanças de composição fazem parte do parlamento”. Ainda de acordo com o ministro, a comissão será espaço “para o governo contar sua história, mostrar quem acionou a polícia e quem devolveu os descontos”.
Instalada com 32 titulares — 16 senadores e 16 deputados —, a CPMI investigará possíveis descontos irregulares em empréstimos consignados de aposentados e pensionistas. Operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, em abril, estimou prejuízo de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. Detalhes sobre o funcionamento de CPIs podem ser consultados na Agência Senado.

Imagem: Divulgação
A sessão inaugural do colegiado será marcada nos próximos dias, quando serão aprovados requerimentos de convocação e o plano de trabalho. Parlamentares da base e da oposição afirmam que aposentados e representantes de entidades financeiras deverão ser ouvidos já nas primeiras audiências.
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