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CPMI do INSS: advogado Nelson Wilians recusa juramento

CPMI do INSS investiga um esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões, e o advogado Nelson Wilians, convocado como testemunha, recusou-se a assinar o termo que o obrigaria a dizer a verdade perante a comissão.

Ao ser questionado pelos parlamentares, o profissional limitou-se a declarar: “Reafirmo que nada tenho a ver com o objeto desta CPMI”. Mesmo assim, seu nome permanece ligado à investigação conduzida pela Polícia Federal e pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

CPMI do INSS: advogado Nelson Wilians recusa juramento

Famoso nas redes sociais, Wilians soma 1,7 milhão de seguidores no TikTok e 1,5 milhão no Instagram, onde exibe viagens internacionais, voos de jatinho, iate e patrocínios a competições de automobilismo. Também produz conteúdo sobre advocacia e marketing jurídico.

O paranaense já representou Rose Miriam di Matteo na disputa pela herança de Gugu Liberato, publicou o livro de autoajuda “Loucura, não. Coragem” e coleciona prêmios como “Cidadão Paulistano” e “Medalha Quinquagésima Quinta Legislatura – RS”. A revista “Forbes” dedicou-lhe capa ressaltando sua trajetória “do zero” até se tornar um dos maiores influenciadores do direito no país.

De acordo com o Anuário Análise Advocacia 2023/2024, ele comanda um dos maiores escritórios do Brasil, com mais de 1.100 advogados, 16 mil clientes e 29 filiais na América Latina, Ásia e Europa. Em entrevista à “Forbes”, afirmou relacionar-se “democraticamente” com todas as esferas políticas, embora a PF tenha encontrado em sua residência um boné do movimento MAGA, ligado a Donald Trump.

Os relatórios do Coaf apontam movimentações financeiras suspeitas de cerca de R$ 4,3 bilhões entre 2019 e 2024. Parte dos valores teria sido repassada a empresários já presos na Operação Cambota, desdobramento da Sem Desconto. O “Careca do INSS”, Antônio Carlos Camilo Antunes, considerado peça central nas fraudes, recebeu R$ 53,9 milhões, segundo a PF.

Em nota, o advogado diz colaborar com as autoridades e acredita que a investigação confirmará sua inocência. Alega que os valores transferidos referem-se à compra de um terreno vizinho à sua casa, transação que considera “lícita e de fácil comprovação”.

Para entender o avanço das apurações, segundo a Agência Brasil, a CPMI ainda pretende ouvir outras testemunhas e analisar relatórios bancários detalhados.

O desenrolar da CPMI do INSS continuará em foco nas próximas sessões parlamentares. Acompanhe todos os desdobramentos em nossa editoria de Política e fique por dentro dos bastidores em Brasília.

Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado

Redação GOYAZ

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