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Média salarial em Goiânia supera R$ 4,2 mil, diz Censo

Média salarial em Goiânia foi destaque no Censo Demográfico 2022 ao atingir R$ 4.248,65, valor que coloca a capital entre as maiores remunerações do país.

Os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, na época da pesquisa, o salário mínimo era de R$ 1.212. Mesmo assim, a remuneração média dos trabalhadores goianienses ultrapassou quatro salários mínimos.

Média salarial em Goiânia supera R$ 4,2 mil, diz Censo

Segundo o levantamento, os homens recebiam em média R$ 4.842,95, enquanto as mulheres alcançavam R$ 3.558,34. A diferença espelha o cenário nacional, no qual a renda feminina segue inferior em todos os níveis de instrução. Ainda assim, os valores de Goiânia se aproximam dos praticados em grandes centros econômicos como Brasília e São Paulo e superam capitais como Campo Grande, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Com a atualização do salário mínimo para R$ 1.518 em 2025, uma estimativa baseada nos dados do Censo e publicada pela Folha de S. Paulo projeta que a média salarial atual da capital chegue a R$ 5.321,33. Mesmo com o reajuste, a maioria dos trabalhadores (30,1%) permanece na faixa entre um e dois salários mínimos, ou seja, de R$ 1.518,01 a R$ 3.036,00.

No recorte estadual, Goiânia mantém liderança. Enquanto a média de Goiás ficou em R$ 2.858,91, a capital registra remuneração 48,6% superior. Cidades como Rio Verde (R$ 3.192,92), Anápolis (R$ 2.936,14) e Aparecida de Goiânia (R$ 2.448,18) aparecem atrás, confirmando a concentração dos maiores salários na região metropolitana.

Em nível nacional, o IBGE identificou que um terço dos trabalhadores (31,3 milhões de pessoas) vivia com até um salário mínimo em 2022. Apenas 7,6% recebiam mais de cinco pisos salariais. O rendimento médio domiciliar per capita foi de R$ 1.638. Esses dados completos podem ser consultados no site do IBGE.

Especialistas apontam que a combinação de setor de serviços em expansão, presença de órgãos públicos estaduais e custo de vida moderado ajuda a explicar a posição de Goiânia, ainda que o desafio de reduzir a desigualdade salarial de gênero permaneça.

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Foto: Governo de Goiás

Redação GOYAZ

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