Jatinhos milionários viram padrão entre cantores sertanejos

Jatinhos milionários viram padrão entre cantores sertanejos e deixaram de ser apenas símbolo de ostentação. Com agendas que incluem até quatro shows por fim de semana, artistas do gênero passaram a enxergar a aviação executiva como ferramenta logística indispensável para cruzar o Brasil com rapidez e conforto.
Cabines com camas, mesas de reunião e wi-fi são agora itens quase obrigatórios. Até Michel Teló, que evitava voar em aeronaves próprias, acaba de adquirir seu primeiro avião para driblar os longos trechos rodoviários.
Jatinhos milionários viram padrão entre cantores sertanejos
Entre os que investiram alto está Eduardo Costa. O cantor comprou um Hawker Beechcraft 400XP estimado em R$ 40 milhões e personalizou as turbinas com seu nome. Ele também mantém um Learjet 45, cujo valor de mercado varia de R$ 10 milhões a R$ 35 milhões.
Nattan seguiu a mesma rota: desembolsou cerca de R$ 35 milhões por um Hawker 400XP, garantindo autonomia para cumprir maratonas de shows. Já Zé Felipe utiliza um Citation Excel 560XL, fabricado em 1999, presente da influencer Virginia Fonseca. Embora a aeronave esteja registrada na empresa dela, o cantor segue utilizando o jatinho em suas turnês.
Simone Mendes optou por um Citation Excel idêntico, avaliado em, no mínimo, R$ 30 milhões. Discreta, Ana Castela também é proprietária de um avião particular e exibe seu nome pintado na fuselagem, mas evita divulgar detalhes técnicos e financeiros.
Para Juliano, da dupla Henrique & Juliano, voar é mais que necessidade: é paixão. Além de ter um avião, ele pilota um helicóptero EC130 T2, importado da França em 2013, e chegou a levar fã-clubes para sobrevoar Palmas (TO) após promessa feita em show.
Segundo a Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG), a procura por jatos leves e médios cresceu nos últimos anos, impulsionada por artistas e empresários que buscam otimizar tempo em viagens interestaduais.
Especialistas afirmam que o custo operacional desses modelos pode superar R$ 10 mil por hora de voo, mas a economia de tempo compensa: trajetos que levariam 12 horas por terra são reduzidos a pouco mais de uma hora nos céus.
O movimento consolida uma tendência: para os principais nomes do sertanejo, chegar pelo ar tornou-se parte essencial da performance. Caberá ao mercado de aviação continuar acompanhando o ritmo acelerado dos hits.
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Crédito da imagem: Reprodução/Instagram