CapaDestaque

Defensoria impedida de acompanhar perícia no IML do Rio

Defensoria impedida de acompanhar perícia no IML do Rio: fato marcou a rotina no Instituto Médico-Legal (IML) do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (18). A restrição ocorreu durante os exames nos corpos das 119 pessoas mortas — entre elas quatro policiais — na megaoperação realizada terça-feira nos complexos do Alemão e da Penha.

Segundo o órgão, os defensores só puderam entrar até o pátio e áreas administrativas do prédio, ficando vedado o acesso às salas de necropsia. Para a Defensoria, a presença de seus representantes é essencial para garantir transparência e fiscalização dos procedimentos periciais.

Defensoria impedida de acompanhar perícia no IML do Rio

A medida gerou preocupação entre familiares das vítimas e entidades de direitos humanos, que temem a falta de controle externo sobre a coleta de provas. Em nota, a Polícia Civil alegou que o acesso ao IML “está limitado a policiais civis e membros do Ministério Público”, e destacou que todas as etapas seguem as regras da ADPF 635. O órgão acrescentou que peritos independentes do Ministério Público acompanham os trabalhos e que as informações constarão nos autos do processo.

Para prestar suporte aos parentes, a Defensoria instalou uma van no pátio do IML, oferecendo atendimento jurídico e psicológico. De acordo com a defensora Mirela Assad, mais de 40 servidores foram mobilizados para orientar quem busca identificar corpos ou confirmar se familiares estão entre mortos, desaparecidos ou presos.

Assad informou que o serviço será mantido nos próximos dias, pois o resgate de corpos nas comunidades ainda está em andamento. Paralelamente, a Defensoria enviou ofício à chefia da Polícia Militar solicitando imagens de câmeras corporais e a identificação dos agentes que participaram da Operação Contenção, com o objetivo de preservar provas.

Organizações civis reforçam a necessidade de monitoramento independente. A ONG Human Rights Watch já alertara para falhas em investigações de operações policiais no estado.

Enquanto a disputa pelo acesso ao IML continua, famílias aguardam informações concretas. Muitas relatam angústia e desinformação ao tentar localizar parentes entre as vítimas fatais.

Para acompanhar desdobramentos sobre segurança pública e serviços às vítimas, visite nossa editoria de Cidades e fique atualizado.

Crédito: Divulgação

Redação GOYAZ

Redação Ligação Direta: 36024225 Redação Plantão Whatsapp: ( 62) 983035557
Botão Voltar ao topo