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PEC da Blindagem: 42 mil protestam na avenida Paulista

PEC da Blindagem: 42 mil protestam na avenida Paulista foi o mote que levou cerca de 42,4 mil pessoas à região central de São Paulo, no domingo (21). Segundo o Monitor do Debate Político no Meio Digital, vinculado à USP, o ato repudiou a proposta que condiciona o processamento criminal de deputados e senadores à autorização do Congresso e rejeitou a anistia a condenados por tentativa de golpe de Estado.

Manifestantes também pediram a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos por crimes relacionados à organização golpista. Além da capital paulista, outras 32 cidades, incluindo todas as capitais estaduais, registraram mobilizações convocadas pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, ligadas a PSOL, PT e diversos movimentos sociais.

PEC da Blindagem: 42 mil protestam na avenida Paulista

Na avenida Paulista, sindicatos, entidades estudantis, MST e MTST engrossaram as críticas ao Congresso. Cartazes e falas em trio elétrico responsabilizaram parlamentares por tentar “blindar” a própria classe política. A professora aposentada Miriam Abramo, 75 anos, lembrou o período da ditadura para alertar sobre riscos de retrocesso: “Não quero que a juventude espere até os 40 anos para votar em um presidente novamente”.

O professor de artes marciais Renato Tambellini levou a filha de 12 anos para mostrar, segundo ele, “a importância de reivindicar direitos após uma tentativa de golpe”. Para Reginaldo Cordeiro de Santos Júnior, docente de Serviço Social, a mobilização serve para “proteger conquistas de 1988”.

Também participaram lideranças indígenas, como Tamikuã Txih, do povo Pataxó, que acusou o Congresso de “articular, na cara do povo, a impunidade”. A multidão encerrou o ato entoando palavras de ordem pela democracia e contra a PEC da Blindagem.

Dados consolidados das manifestações nacionais podem ser conferidos no portal da Universidade de São Paulo, que abriga o estudo do Monitor do Debate Político.

Para acompanhar desdobramentos políticos e entender como o Congresso responderá à pressão das ruas, continue na nossa editoria de Política.

Crédito da imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil

Redação GOYAZ

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