Empresário confessa matar gari em BH após briga de trânsito

Empresário confessa matar gari em BH após briga de trânsito
Empresário confessa matar gari em BH após briga de trânsito, admitiu a Polícia Civil de Minas Gerais ao divulgar que Renê da Silva Nogueira Júnior declarou ser o autor do disparo que tirou a vida do gari Laudemir de Souza Fernandes.
Empresário confessa matar gari em BH após briga de trânsito
O depoimento, colhido na segunda-feira (18), marcou a primeira versão em que o empresário assume o crime. Na oitiva, Nogueira afirmou ter agido após uma discussão de trânsito e revelou ter se apoderado, sem consentimento, da pistola calibre .380 de uso pessoal de sua esposa, a delegada Ana Paula Balbino Nogueira.
A arma já havia sido identificada pela corporação na sexta-feira (15). Por causa disso, a Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimento disciplinar para apurar a conduta da servidora, que continua em exercício.
Segundo testemunhas, a confusão começou quando o BYD dirigido pelo empresário não conseguiu ultrapassar o caminhão de lixo que operava na via. Mesmo após a motorista manobrar o veículo, Nogueira teria ameaçado atirar na condutora, motivando a intervenção dos garis.
O suspeito cumpre prisão preventiva, sem prazo definido, no presídio de Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Até o momento, a defesa inicial foi abandonada pelo advogado Leonardo Salles, e um novo representante não foi apresentado.
Em parecer enviado ao Judiciário, o Ministério Público de Minas Gerais solicitou o bloqueio de R$ 3 milhões em bens do casal. A Promotoria sustenta que a delegada é corresponsável, por ser proprietária da arma utilizada. O documento ressalta que o padrão de vida exibido pelos dois nas redes sociais sugere capacidade de arcar com eventual indenização.

Imagem: Redes Sociais
Para reforçar a investigação, a PCMG reúne depoimentos, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais. A corporação informou, em nota reproduzida pelo portal G1, que novas diligências serão feitas para esclarecer as circunstâncias exatas do disparo.
O caso reacende o debate sobre porte de armas particulares por agentes públicos e sobre violência no trânsito. A defesa da família do gari cobra celeridade nos atos processuais e assistência psicológica aos colegas de trabalho que presenciaram o crime.
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