Homenagem a Lula no Carnaval causa desgaste interno no governo
Aliados avaliam que impacto político da Acadêmicos de Niterói foi subestimado pelo Planalto

Homenagem a Lula no Carnaval causa desgaste interno no governo: a homenagem prestada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela escola de samba Acadêmicos de Niterói gerou avaliações negativas entre aliados do governo.
O episódio é visto como um fator de risco jurídico e político para as eleições de 2026, devido ao potencial de ser interpretado como propaganda eleitoral antecipada.
Homenagem a Lula no Carnaval causa desgaste interno no governo
Integrantes do governo inicialmente apoiaram a iniciativa, mas houve um recuo generalizado após alertas emitidos pela AGU (Advocacia-Geral da União). O órgão apontou que a presença de autoridades no desfile poderia configurar vantagem indevida no período pré-eleitoral.
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, desistiu de participar de um dos carros alegóricos. O presidente Lula também não desfilou, optando por acompanhar o evento de um camarote. A análise de bastidores indica que o Palácio do Planalto não mensurou adequadamente o impacto que a exaltação da imagem do presidente em um evento de grande visibilidade teria no embate público atual.
O caso aumenta a pressão sobre o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A corte é observada quanto ao rigor na aplicação da lei eleitoral, que permite a exaltação de méritos de pré-candidatos, mas veda o pedido explícito de voto. Especialistas apontam que a subjetividade da jurisprudência abre margem para questionamentos judiciais pela oposição, tensionando a relação entre o Executivo e o tribunal.
A repercussão também é monitorada junto ao eleitorado religioso, especialmente evangélicos, onde o governo busca reduzir resistências. A associação da imagem presidencial a festividades carnavalescas de forma institucionalizada é vista por articuladores políticos como um dificultador para o diálogo com setores conservadores durante a pré-campanha.