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Eduardo Bolsonaro: mandato ameaçado por ausências na Câmara

Eduardo Bolsonaro vive o momento mais delicado de seu mandato na Câmara dos Deputados. A permanência do parlamentar nos Estados Unidos e a consequente ausência nas sessões legislativas ampliaram o desgaste entre colegas e criaram um cenário de possível cassação.

A pressão ganhou força depois que o deputado Hugo Mota (Republicanos-PB) deixou claro que a presença física é requisito para manter o mandato. Mesmo com o deputado Marcelo Freitas (PL-MG) — aliado da família Bolsonaro — designado relator do processo, a avaliação majoritária é de que a defesa terá dificuldades para reverter a tendência de punição.

Eduardo Bolsonaro: mandato ameaçado por ausências na Câmara

O ponto central do processo disciplinar é a falta de participação em votações, debates e comissões. Em vez de articular projetos no Congresso, Eduardo Bolsonaro tem se dedicado, nos Estados Unidos, a compromissos privados ligados a interesses familiares. A estratégia, segundo parlamentares, contraria a obrigação de representar o eleitorado paulista em Brasília.

O ambiente político agrava a situação. Após a derrota da PEC da blindagem no Senado e em meio às discussões sobre anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, a Câmara resiste a concessões que possam ser interpretadas como tratamento diferenciado. O desgaste se reflete até entre deputados de bancadas próximas ao bolsonarismo, que veem o retorno ao Brasil como única saída para evitar a perda do cargo.

Apesar da suspensão temporária de prerrogativas internas, o congressista segue detentor do título de deputado federal, mantendo relevância pública e recebendo recursos do erário nos últimos meses. Parlamentares ouvidos pela reportagem apontam que cada dia fora do plenário torna mais remota a hipótese de absolvição.

Para entender como funciona o procedimento disciplinar na Casa, consulte o site oficial da Câmara dos Deputados, que detalha prazos, fases e possíveis sanções aplicadas pelo Conselho de Ética.

No desfecho, aliados admitem que o “fator retorno” será decisivo: sem presença física, o timing político e jurídico joga contra Eduardo Bolsonaro, cujo mandato pode se encerrar antes de 2026.

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Crédito da imagem: CNN Brasil

Redação GOYAZ

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