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Emerson Leão critica técnicos estrangeiros e lembra estreia

Emerson Leão critica técnicos estrangeiros e lembra estreia: durante o 2º Fórum Brasileiro dos Treinadores de Futebol, realizado na sede da CBF no Rio de Janeiro, Leão admite que sua primeira oportunidade como jogador profissional veio justamente de um treinador de fora do país.

O ex-goleiro da Seleção Brasileira, campeão mundial em 1970, reacendeu o debate sobre a presença de profissionais de outras nacionalidades nos clubes nacionais ao afirmar que “não gosta” da invasão estrangeira. No evento, compartilhou o palco com Carlo Ancelotti, que assumiu o comando da seleção brasileira.

Emerson Leão critica técnicos estrangeiros e lembra estreia

Paradoxalmente, a carreira de Leão no Palmeiras começou sob diretrizes argentinas. Em 16 de abril de 1969, aos 19 anos, ele entrou em campo na goleada de 6 a 1 sobre o Juventus, pelo Campeonato Paulista, quando substituiu Chicão aos 36 minutos do segundo tempo. O responsável por escalá-lo foi Filpo Nuñez, um dos quatro técnicos estrangeiros a dirigir a Seleção Brasileira.

Jornais da época relataram que a vitória foi decisiva para a permanência de Nuñez no cargo. A crônica do Estado de S. Paulo destacou a reação do elenco, que marcou cinco gols na etapa final após o treinador, abatido, temer a demissão no intervalo.

Apesar de não ter recebido menção especial nos veículos do dia seguinte — a Folha de S.Paulo chegou a grafar seu nome como “Leon” —, Leão consolidou-se rapidamente como titular, abrindo caminho para uma trajetória vitoriosa que mais tarde incluiria passagens por Grêmio, Vasco e Seleção.

No fórum, Leão responsabilizou os próprios profissionais brasileiros pela abertura de espaço para estrangeiros. “Temos culpa nessa invasão”, declarou, antes de desejar sucesso a Ancelotti e se desculpar pela franqueza. Em tom semelhante, Oswaldo de Oliveira afirmou que espera ver um técnico brasileiro na Seleção após a passagem do italiano, comentário que Alfredo Sampaio, diretor da Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol, classificou como “equivocado e desrespeitoso”.

Leão encerrou sua fala reforçando que não mudará de opinião, mas reconheceu a importância de “ser inteligente” para compreender o contexto do mercado atual. A discussão expõe a tensão entre tradição e globalização nos bancos de reservas do futebol nacional.

Para saber como outros clubes têm lidado com a chegada de profissionais de fora, acompanhe nossa cobertura completa de Esportes e fique por dentro das próximas análises.

Crédito da imagem: Arquivo/Reprodução

Redação GOYAZ

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