
Ex-gerente de banco é alvo por fraude milionária em mais de 50 contas de clientes: a Polícia Civil do Estado de Goiás deu um golpe na criminalidade financeira ao deflagrar, nesta sexta-feira, 17 de outubro, a Operação Saldo Negativo. Conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Goiânia (1ª DRP), a operação tem como alvo principal um ex-gerente de uma instituição bancária, suspeito de comandar um esquema de fraude que causou um prejuízo de mais de meio milhão de reais.
O trabalho resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão no endereço residencial do investigado, onde foram coletadas provas cruciais.
Ex-gerente de banco é alvo por fraude milionária em mais de 50 contas de clientes
A investigação da Polícia Civil aponta que o ex-gerente, valendo-se da alta confiança e das atribuições inerentes ao seu cargo, teria realizado movimentações financeiras fraudulentas em, no mínimo, 59 contas bancárias de clientes da agência.
O esquema teria ocorrido ao longo de um extenso período, compreendido entre os anos de 2020 e 2025, resultando em um montante de desvio que atinge a cifra de quase R$ 526 mil. A fraude é caracterizada pelo uso indevido das contas de correntistas para manipulação de valores em benefício próprio ou de terceiros.
Para aprofundar as investigações e traçar o fluxo do dinheiro desviado, a Justiça goiana também deferiu medidas cautelares importantes, como o afastamento de sigilo de dados estáticos armazenados em aparelhos eletrônicos, além da quebra de sigilo telefônico e telemático do suspeito.
Durante a execução da Operação Saldo Negativo, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e uma vasta quantidade de documentos que, segundo o Geic, serão fundamentais para subsidiar as próximas fases do inquérito.
O principal objetivo agora é utilizar o material apreendido e os dados sigilosos para identificar a extensão da rede criminosa. A Polícia Civil espera identificar eventuais coautores ou partícipes envolvidos no esquema de desvio até a conclusão final do procedimento investigatório. O ex-gerente pode responder por crimes como furto mediante fraude e associação criminosa.
Mais notícias da Polícia Civil de Goiás
Crédito da Imagem: PCGO