
Exploração sexual infantil motivou a prisão de oito suspeitos, entre eles um agente da Polícia Civil e um policial penal, na manhã desta quarta-feira (24/9), na Região Metropolitana de Goiânia.
As detenções ocorreram durante operação coordenada pela Delegacia da Polícia Civil de Goianira, que apura um esquema de aliciamento de menores em situação de vulnerabilidade há quase dez anos.
Exploração sexual infantil: policiais presos na Grande GO
Segundo os investigadores, uma moradora de Goianira, com auxílio de uma adolescente de 16 anos, atraía meninas de 11 a 15 anos para dois imóveis usados como pontos de encontro: a residência delas, no Residencial Triunfo, e uma casa no Setor Balneário Meia Ponte, em Goiânia.
No endereço da capital, os agentes localizaram equipamentos de gravação que, de acordo com a polícia, eram utilizados para filmar os abusos. Sete vítimas já foram identificadas e ouvidas.
Os nomes do policial civil e do policial penal não foram divulgados. Ambos prestam depoimento desde as primeiras horas da manhã e permanecem sob custódia enquanto prosseguem as oitivas.
A operação segue em andamento, e a Polícia Civil informou que novas diligências podem levar à identificação de mais envolvidos e vítimas. Em nota, o Ministério da Justiça reforça que o crime de exploração sexual de crianças e adolescentes é hediondo e prevê penas que podem chegar a 10 anos de reclusão (fonte).
Para denúncias anônimas, a população pode recorrer ao Disque 100 ou procurar diretamente a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
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Crédito da imagem: Divulgação/PCGO