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Mulher ateia fogo no marido em Goiânia e é liberada

Biomédica desaparecida é vista na BR-414 rumo a Anápolis: mulher ateia fogo no marido dentro da própria casa em Goiânia na noite da última segunda-feira (3), registra o ataque em vídeo e, mesmo presa em flagrante, obtém liberdade provisória um dia depois. O caso veio a tona nesta semana.

A gravação feita pela vítima mostra o homem deitado, enquanto a esposa o ameaça com uma faca. Em seguida, ela retorna ao quarto carregando uma garrafa de álcool e um isqueiro. As chamas tomam o colchão em segundos, e ele corre com o corpo em fogo. O crime deixou queimaduras de segundo e terceiro graus nas mãos, no peito e em outras partes, exigindo cirurgia de emergência. O estado de saúde é grave.

Mulher ateia fogo no marido em Goiânia e é liberada

Policiais civis prenderam a suspeita logo após o irmão da vítima registrar boletim de ocorrência. Na delegacia, ela alegou que queria apenas “dar um susto”. A delegada Renata Vieira discordou: “Ficou evidente a intenção de matar”, afirmou. Segundo a investigação, a mulher já estava com as malas prontas para deixar o imóvel quando os agentes chegaram.

Apesar do pedido do Ministério Público para mantê-la detida, o juiz Lourival Machado concedeu liberdade provisória durante a audiência de custódia. O casal, junto havia 16 anos, tem dois filhos. O homem relatou que, há quatro anos, levou uma facada da esposa e planejava se separar.

A Polícia Civil continuará ouvindo vizinhos e familiares. A mulher pode ser indiciada por tentativa de homicídio qualificado, por motivo fútil e meio cruel, devido ao uso de fogo. Casos semelhantes têm chamado atenção de especialistas; a violência doméstica com uso de combustíveis representa risco elevado de morte e sequelas.

Testemunhos apontam que a discussão começou com ciúmes. Os peritos recolheram o colchão incendiado e o aparelho celular da vítima, que contém o vídeo do crime. Enquanto isso, médicos avaliam novas cirurgias para conter infecções decorrentes das queimaduras.

As autoridades recomendam que vítimas de violência doméstica denunciem agressões na Central 180 ou em qualquer delegacia. A polícia reforça que a coleta de provas, como imagens e mensagens, é essencial para sustentar a acusação de tentativa de feminicídio ou, neste caso, de homicídio contra o homem.

Para acompanhar desdobramentos deste caso e outras notícias sobre segurança pública, visite nossa editoria de Cidades.

Crédito da imagem: Arquivo pessoal

Redação GOYAZ

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