MP pede indenização de mais R$ 200 mil à família de corretora assassinada
Órgão aponta danos morais e materiais diante da gravidade do caso

MP pede indenização de R$ 200 mil à família de corretora assassinada: a Justiça recebeu, na quinta-feira (26/2), a denúncia do Ministério Público de Goiás contra Cleber Rosa de Oliveira. Ele é acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver da corretora Daiane Alves Souza. A decisão é da Comarca de Caldas Novas. O juízo acolheu os argumentos da 6ª Promotoria de Justiça e do Gaejuri. A denúncia destaca a perseguição sofrida pela vítima antes do crime.
Segundo o Ministério Público, o homicídio ocorreu em 17 de dezembro de 2025. O local foi uma área de mata próxima à GO-213, entre Caldas Novas e Ipameri. A acusação aponta premeditação. Também indica motivo torpe e uso de emboscada. A vítima foi atingida por disparos de arma de fogo.
Os restos mortais foram encontrados em 28 de janeiro de 2026. O achado ocorreu mais de 40 dias após o desaparecimento. O corpo estava em avançado estado de decomposição. A investigação aponta que o conflito começou em novembro de 2024. Na época, Daiane assumiu a gestão de imóveis da família.
A apuração registra ocorrências anteriores por ameaça, lesão corporal e violação de domicílio. O histórico reforça a tese de perseguição. Sete dias antes de desaparecer, a vítima obteve decisão judicial favorável em ação contra o síndico.
No dia do crime, o acusado teria desligado o disjuntor do apartamento. A ação teria sido usada para atrair a corretora ao subsolo do prédio. Daiane conseguiu gravar o início do ataque com o celular. O vídeo foi recuperado pela Polícia Civil. O material integra o conjunto de provas.
A materialidade se baseia em laudos periciais. Há vestígios de sangue coletados no condomínio. Exames de DNA e perícias ósseas foram realizados. Os laudos indicam dois disparos na região da cabeça. O inquérito foi conduzido pelo Grupo de Investigação de Homicídios.
O magistrado converteu a prisão temporária em preventiva. A decisão cita o risco ao processo. Também menciona registros criminais anteriores. O réu segue preso na Unidade Prisional Regional de Caldas Novas.
O Ministério Público pediu a fixação de indenização mínima de R$ 200 mil. O valor se refere a danos morais e materiais aos familiares. A solicitação considera a gravidade dos fatos narrados na denúncia.