
3 mil toneladas deslizam em Lixão de Padre Bernardo: fiscais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) foram mobilizados para o lixão de Padre Bernardo, no entorno do Distrito Federal, na quinta-feira, 13 de novembro. A ação ocorreu após a própria empresa responsável pela área, a Ouro Verde, notificar o órgão ambiental sobre um novo deslizamento de resíduos sólidos na noite da última quarta-feira.
O incidente reitera a fragilidade estrutural do local, que já foi palco de um grave desastre ambiental.
3 mil toneladas deslizam em Lixão de Padre Bernardo
De acordo com a Semad, o deslizamento aconteceu na pilha antiga, o mesmo maciço que sofreu o primeiro desabamento em 18 de junho. É fundamental destacar que este evento não envolve a pilha de resíduos que foi removida do Córrego Santa Bárbara nos últimos meses.
O maciço antigo tem cerca de 250 mil toneladas. Estima-se que, nesta quarta-feira, 3 mil toneladas tenham deslizado. A Semad sugere que o episódio pode ter sido causado pelas recentes chuvas que atingiram a região, provocando instabilidade na estrutura.
Córrego Santa Bárbara Desta Vez Não Foi Contaminado
A equipe de fiscalização da Semad esteve no local desde as primeiras horas da manhã e confirmou um ponto positivo: dessa vez, não houve nova contaminação do Córrego Santa Bárbara, que passa dentro do imóvel e é vital para o abastecimento de produtores rurais e da cidade de Padre Bernardo.
A ausência de contaminação é um alívio, considerando que, no primeiro desabamento, aproximadamente 42 mil toneladas de lixo caíram sobre o córrego, causando grave dano ambiental. Todo esse montante do desastre inicial já havia sido removido pela empresa Ouro Verde nos meses seguintes, em uma complexa operação de remediação.
Apesar de a nova contaminação ter sido evitada, a Semad está buscando consolidar todas as informações técnicas sobre o que ocorreu. O objetivo é prestar esclarecimentos detalhados à população e definir com precisão quais medidas corretivas e preventivas adicionais serão exigidas da empresa.
Relembre: O Histórico de Desabamento e a Interdição Judicial
O lixão de Padre Bernardo operava sob intensa pressão. A Justiça permitia seu funcionamento mesmo sem licença ambiental, uma situação que era alvo de reivindicação há anos pelos órgãos ambientais e pelo Ministério Público.
O desabamento catastrófico de junho, que viu 40 mil m³ de resíduos sólidos atingirem gravemente o Córrego Santa Bárbara, levou à interdição judicial definitiva do local. Um relatório mais recente sobre a qualidade da água do córrego, divulgado na segunda-feira, 10 de novembro, indicou que, embora tenha recuado a contaminação após a remoção do lixo, o córrego ainda apresenta níveis acima do permitido para uso. O novo deslizamento, apesar de menor e sem atingir a água, reforça a urgência da solução permanente e o fechamento seguro do maciço antigo.
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