
Pesquisa do instituto Alfa Inteligência aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva detém 37% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial de 2026. O levantamento, divulgado na quinta-feira (12), coloca o senador Flávio Bolsonaro com 30% e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, com 7%.
A concentração de votos nos dois principais nomes da política nacional deixa pouco espaço para alternativas, comprimindo os índices de governadores que tentam se nacionalizar.
Neste cenário, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, registra 3% das intenções de voto, ocupando uma posição marginal na tabela de candidatos. O índice o coloca atrás de outros gestores estaduais, como Romeu Zema e Eduardo Leite, que aparecem com 4% cada.
A dificuldade de Caiado em converter a aprovação de sua gestão estadual em suporte nacional é evidenciada pela distância numérica em relação aos líderes, mantendo-o em um patamar de um dígito que dificulta o poder de barganha política.
O desempenho de 3% isola o nome de Ronaldo Caiado dentro do PSD, mas de uma forma negativa para as pretensões da sigla. A falta de tração numérica indica que a legenda pode estar apostando em uma candidatura sem competitividade real para o Executivo federal.
Analistas apontam que o isolamento de Caiado no PSD reflete mais a ausência de outras opções internas do que uma força política consolidada capaz de romper a polarização entre PT e PL.
A pesquisa foi realizada com 1.000 eleitores por telefone entre os dias 6 e 11 deste mês. O instituto Alfa Inteligência informou que o levantamento foi custeado com recursos próprios e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03165/2026.
A margem de erro de 3,1 pontos percentuais significa que Caiado está no limite da irrelevância estatística, podendo variar para patamares ainda menores, o que acende um sinal de alerta para os estrategistas que defendem sua viabilidade nacional.
O relatório técnico detalha que a amostragem nacional não tem sido generosa com o governador goiano fora do Centro-Oeste. A incapacidade de dialogar com os grandes colégios eleitorais do Sudeste e Nordeste é o principal gargalo de sua pré-campanha.
Sem uma estrutura de alianças que vá além das fronteiras de Goiás, o nome do PSD corre o risco de se tornar apenas uma peça decorativa no tabuleiro sucessório, servindo mais para garantir palanques regionais do que para disputar a vitória diretamente.
Lideranças partidárias observam que o foco excessivo de Caiado em temas locais e a sua dificuldade em apresentar uma agenda econômica nacional moderna contribuem para o estancamento nos 3%.
Enquanto adversários diretos no campo da direita buscam se associar a pautas de inovação e gestão técnica, o governador goiano é visto por parte do eleitorado como uma figura vinculada a modelos políticos tradicionais que não encontram eco nas novas demandas sociais.
A comparação com levantamentos anteriores de outros institutos reforça a percepção de que o projeto presidencial de Caiado não apresenta tendência de crescimento. A manutenção de índices baixos ao longo do tempo sugere uma cristalização da imagem do governador como um ator de alcance limitado.
O protocolo BR-03165/2026 no TSE permite verificar que a rejeição e o desconhecimento de seu nome em áreas periféricas das grandes metrópoles continuam sendo obstáculos até o momento.
No Congresso, a leitura é de que o PSD poderá usar a candidatura de Caiado como moeda de troca em um eventual segundo turno, dado que os 3% atuais não oferecem garantias de chegada à fase final da disputa.
A estratégia de isolar o nome dele no partido pode, na verdade, ser uma armadilha política, deixando-o sem sustentação caso os números não evoluam nos próximos meses. A dependência de um único estado torna a candidatura vulnerável a oscilações da economia regional e a críticas da oposição local.
Em síntese, a sondagem do Alfa Inteligência desenha um quadro de estagnação para o governador de Goiás. Com a liderança de Lula e a consolidação de Flávio Bolsonaro, nomes como o de Caiado perdem relevância e ficam restritos a disputas por espaços secundários.
O setor político aguarda os próximos passos do PSD para entender se a sigla manterá a aposta em um nome que, no retrato atual, não demonstra fôlego para uma corrida presidencial de alta intensidade.