Brasil comanda força-tarefa naval contra pirataria

Brasil comanda força-tarefa naval contra pirataria ao assumir, nesta semana, o controle da Combined Task Force 151 (CTF-151), grupo multinacional responsável por impedir pirataria, tráfico humano e pesca ilegal em águas internacionais fora das zonas econômicas exclusivas.
Integrada às Forças Marítimas Combinadas (CMF) – maior coalizão naval ativa, com 47 países, entre eles Estados Unidos e Alemanha – a CTF-151 ficará sob liderança brasileira até fevereiro de 2026, substituindo o Paquistão.
Brasil comanda força-tarefa naval contra pirataria
O novo comando garante à Marinha do Brasil a coordenação de operações em áreas cruciais para o fluxo do comércio mundial, como Mar Vermelho, Golfo de Áden, Mar Arábico e Golfo de Omã. Também estão sob vigilância três gargalos estratégicos: Canal de Suez, Estreito de Bab al-Mandeb e Estreito de Ormuz.
As ações incluem coleta e análise de inteligência, patrulhamento de rotas, escolta de navios mercantes e diálogo com autoridades regionais. Em caso de ameaça, as embarcações da força-tarefa têm autorização para agir em legítima defesa, preservando tripulações e cargas.
Segundo a CMF, a pirataria moderna se concentra na costa leste da África, principalmente nas proximidades da Somália, onde gangues armadas costumam sequestrar navios para exigir resgate ou desviar cargas. A atuação da CTF-151 busca dissuadir esses grupos e manter a ordem marítima internacional.
Além da CTF-151, a CMF opera outras quatro missões permanentes: a CTF-150, voltada à segurança fora do Golfo Pérsico; a CTF-152, que patrulha a região interna do Golfo; a CTF-153, focada no Mar Vermelho; e a CTF-154, dedicada a treinamento. O comando geral da coalizão permanece com a Marinha dos Estados Unidos, a partir do Bahrein, ponto estratégico no Golfo Pérsico.
Mais informações sobre a estrutura e os países participantes podem ser consultadas no site oficial da Combined Maritime Forces (CMF), considerado referência em cooperação naval internacional.
A presença brasileira no topo da CTF-151 reforça a política externa de contribuição com missões de paz e segurança coletiva, além de projetar experiência operacional para os quadros da Marinha.
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Crédito da imagem: Divulgação