Goiás descarta time misto e escala força máxima na Copa do Brasil
Clube aposta na manutenção da base titular para avançar no torneio nacional nesta quarta-feira

O Goiás entra em campo nesta quarta-feira (11) para enfrentar o Fluminense-PI em partida válida pela terceira fase da Copa do Brasil. O confronto ocorre às 19h30, no Estádio Hailé Pinheiro, a Serrinha, em Goiânia. Ao contrário do que se poderia especular devido à sequência de jogos, o técnico Daniel Paulista decidiu não utilizar uma formação mista.
A intenção da comissão técnica é garantir a classificação sem riscos, utilizando a força máxima disponível. O Esmeraldino busca avançar para a quarta fase, o que garantiria uma premiação de R$ 1,68 milhão. Somado aos valores acumulados desde a segunda fase, o clube pode atingir cerca de R$ 4,6 milhões em bônus de desempenho no torneio.
A única ausência confirmada no elenco é o volante Lucas Rodrigues. O jogador permanece sob cuidados do departamento médico e iniciou recentemente o processo de transição para os gramados após uma lesão no pé. Por outro lado, o meia Lourenço, que preocupava após sentir dores no último compromisso pelo estadual, foi relacionado e deve ser titular.
A tendência é que Daniel Paulista repita a formação que iniciou o clássico contra o Atlético-GO. O provável Goiás tem Tadeu; Diego Caito, Luisão, Lucas Ribeiro e Nicolas; Felipe Machado, Lourenço, Gegê e Lucas Lima; Jean Carlos e Anselmo Ramon. A manutenção da base visa dar entrosamento e ritmo de jogo antes das decisões finais do semestre.
O adversário piauiense chega motivado pela melhor campanha de sua história na competição nacional. O Fluminense-PI eliminou o Trem-AP na fase anterior em disputa de pênaltis, após empate sem gols. O técnico Flávio Araújo reconhece o favoritismo dos donos da casa, mas aposta em uma organização defensiva sólida para tentar surpreender em solo goiano.
Como o regulamento prevê jogo único nesta etapa, quem vencer o duelo na Serrinha avança diretamente. Em caso de empate no tempo normal, a vaga será decidida nas cobranças de pênaltis. O histórico recente das duas equipes na competição inclui classificações dramáticas nas penalidades, o que aumenta a tensão para o encontro.
A diretoria esmeraldina trata a permanência na Copa do Brasil como um pilar estratégico para o planejamento financeiro da temporada. Além da visibilidade nacional, o aporte de recursos provenientes das premiações da CBF permite maior fôlego para investimentos em reforços na janela de transferências do meio do ano. Por essa razão, a ordem interna é tratar o duelo contra o Fluminense-PI com o mesmo nível de concentração de uma final de campeonato.
No plano tático, o Goiás deve apostar na pressão alta desde os minutos iniciais para tentar decidir a fatura ainda no primeiro tempo. A presença de jogadores experientes como Lucas Lima e Anselmo Ramon é vista como fundamental para controlar o ritmo do jogo e evitar o nervosismo em caso de retranca adversária. A comissão técnica trabalhou exaustivamente as jogadas de bola parada, que podem ser o diferencial contra uma equipe que prioriza o fechamento dos espaços.
Pelo lado do Vaqueiro, a equipe piauiense desembarcou em Goiânia com uma estratégia clara de explorar os contra-ataques. O técnico Flávio Araújo barrou qualquer indício de euforia e focou os treinamentos na recomposição defensiva rápida. O objetivo do Fluminense-PI é levar a decisão para a segunda etapa, utilizando o desgaste físico dos donos da casa como um aliado para buscar uma bola decisiva ou, ao menos, forçar os pênaltis.
O gramado da Serrinha passou por um tratamento especial nos últimos dias para suportar a carga de jogos e oferecer condições ideais para a troca de passes rápidos, característica do time de Daniel Paulista. A expectativa de público é alta, com os sócios-torcedores esgotando antecipadamente os setores principais do estádio. O apoio das arquibancadas é considerado o décimo segundo jogador para empurrar o time rumo à próxima fase da competição mais democrática do país.
A arbitragem para o confronto também será alvo de atenção, uma vez que nesta fase ainda não há a utilização do árbitro de vídeo (VAR). Com isso, a responsabilidade das decisões de campo aumenta, exigindo dos atletas uma postura mais disciplinada para evitar cartões desnecessários. O vencedor deste confronto aguardará o sorteio da CBF para conhecer seu próximo adversário, que poderá ser qualquer um dos clubes classificados ou os times que vêm da Copa Libertadores.
A manutenção de Lourenço no time titular sinaliza a importância que Daniel Paulista atribui ao equilíbrio do meio-campo. O jogador é peça fundamental na transição entre a defesa e o ataque, permitindo que Lucas Lima tenha maior liberdade para a criação de jogadas. Com a permanência da estrutura principal, o Goiás evita a quebra de ritmo que costuma ocorrer em rotações excessivas de elenco, priorizando o entrosamento em um momento crítico da temporada.
O retrospecto recente do Fluminense-PI contra equipes da Série B e Série A serve de alerta para a comissão técnica esmeraldina. O clube piauiense tem demonstrado resiliência em confrontos eliminatórios, baseando seu jogo em uma defesa compacta e na eficiência das bolas paradas. Para furar esse bloqueio, o Goiás trabalhou variações ofensivas pelos lados do campo, buscando explorar a velocidade de seus alas e a presença de área de Anselmo Ramon para desestabilizar a marcação adversária.
Além do aspecto técnico, o fator emocional deve desempenhar papel relevante durante os noventa minutos na Serrinha. Jogar em casa traz a responsabilidade do favoritismo, e a paciência da torcida será testada caso o gol não saia nos instantes iniciais. O elenco esmeraldino foi orientado a manter o controle psicológico e evitar erros individuais que possam oferecer contra-ataques letais ao visitante, garantindo que a superioridade técnica se converta em resultado prático no placar.