
Goiás em alerta: calor extremo e baixa umidade aumentam risco de queimadas: o estado de Goiás enfrenta um cenário crítico com a combinação de altas temperaturas, baixa umidade do ar e ventos fortes, o que eleva significativamente o risco de queimadas. O alerta, emitido por órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Corpo de Bombeiros Militar, abrange 220 municípios e exige atenção máxima da população.
Goiás em alerta: calor extremo e baixa umidade aumentam risco de queimadas
A situação é mais preocupante nas regiões Norte e Oeste do estado, que já acumulam mais de 120 dias sem chuvas significativas. A umidade relativa do ar em algumas localidades chegou a índices abaixo dos 12%, bem abaixo do mínimo de 60% recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa condição contribui para a rápida propagação do fogo, tornando o combate aos incêndios ainda mais difícil.
Apesar do esforço contínuo das equipes de combate, as queimadas continuam a causar estragos. Um incêndio de grandes proporções na região de Nova Roma e Monte Alegre de Goiás, que durou 33 dias, foi finalmente extinto, consumindo uma área de 84 mil hectares, equivalente a cidades de médio a grande porte. Outros focos de incêndio também foram registrados em diversas áreas do estado, incluindo a Serra Dourada.
O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil alertam a população para a importância da prevenção, ressaltando que provocar queimadas é crime ambiental. A maioria dos focos de incêndio urbano tem sido em lotes baldios e áreas verdes. Autoridades reforçam a necessidade de hidratação constante, evitar exposição prolongada ao sol e, em caso de incêndio, acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros (193).
Com base em dados de monitoramento e relatórios recentes do Corpo de Bombeiros, Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), diversas cidades goianas têm se destacado nos últimos anos por seu alto índice de queimadas.
É importante notar que os municípios com maior número de focos de incêndio variam anualmente e até mesmo mensalmente, dependendo de fatores como condições climáticas, localização geográfica e ação humana. No entanto, algumas cidades e regiões são historicamente mais afetadas.
10 Cidades de Goiás com Maior Índice de Queimadas (Baseado em Fatos Históricos Recentes)
Rio Verde
Histórico: Em setembro de 2024, Rio Verde liderou o ranking com 40 focos de incêndio em um período de 48 horas, o que representava 13,1% do total do estado naquele momento. A cidade frequentemente aparece entre as mais afetadas, especialmente na região Sudoeste.
Alto Paraíso de Goiás
Histórico: A cidade, que abriga o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, é recorrentemente impactada. Em setembro de 2024, um grande incêndio consumiu cerca de 11 mil hectares do parque. Também apareceu em segundo lugar no ranking de focos de incêndio no início de setembro de 2024.
Formosa
Histórico: Localizada na região do Entorno do Distrito Federal, Formosa é uma das cidades que historicamente registra um alto número de focos de queimadas. Em agosto de 2025, a cidade estava entre as mais afetadas, com 7 focos de incêndio registrados na primeira quinzena do mês.
Minaçu
Histórico: A cidade é frequentemente citada em relatórios de órgãos de monitoramento por registrar altos índices de queimadas, principalmente nas áreas de mata e pastagem.
Jataí
Histórico: Assim como Rio Verde, Jataí faz parte da região Sudoeste e é uma das maiores produtoras de grãos do estado. A prática de queimadas para limpeza de áreas e pastagens é um dos fatores que contribuem para o alto número de focos de incêndio na região. Em 2024, o município foi destaque em relatórios de focos de calor.
Cristalina
Histórico: Localizada na região do Entorno de Brasília, Cristalina é um grande polo agrícola e tem sido afetada por queimadas em áreas rurais e urbanas. Em agosto de 2025, foi o terceiro município com mais focos, com 11 registros na primeira quinzena.
Monte Alegre de Goiás
Histórico: A cidade, junto com Nova Roma, foi o epicentro de um dos maiores incêndios florestais da história recente de Goiás. O fogo durou 33 dias, sendo extinto em setembro de 2025, e consumiu cerca de 84 mil hectares.
Niquelândia
Histórico: Em agosto de 2025, a cidade apareceu em segundo lugar no ranking de focos de queimada em Goiás, com 15 registros nos primeiros 17 dias do mês. O município é historicamente impactado por incêndios florestais.
Goiânia
Histórico: A capital goiana lidera o ranking de incêndios em áreas urbanas. Em 2024, por exemplo, a cidade contabilizou 2,7 mil ocorrências em menos de nove meses, sendo que 88,6% delas ocorreram no perímetro urbano, principalmente em lotes baldios.
Mineiros
Histórico: O município, que faz parte da região Sudoeste de Goiás, é um dos que mais sofrem com a incidência de queimadas em propriedades rurais e áreas de vegetação nativa, sendo frequentemente citado em relatórios de órgãos ambientais.
De acordo com o artigo publicado em setembro de 2024, no site do Governo de Goiás, as queimadas podem gerar uma perda de até R$ 1,5 bilhão para o estado. Essa estimativa se refere aos prejuízos anuais decorrentes dos incêndios florestais.
O texto destaca que os impactos vão além do meio ambiente e atingem a economia e a saúde pública, afetando áreas como:
Agricultura e Pecuária: Prejuízos com a perda de pastagens e plantações.
Biodiversidade: Dano irreparável à fauna e flora.
Saúde Pública: A fumaça das queimadas agrava doenças respiratórias.
Economia: Gastos públicos com o combate aos incêndios e prejuízos ao agronegócio.
A matéria ressalta que a maior parte dos incêndios é causada por ação humana e que a prevenção é a medida mais eficaz para evitar esses danos bilionários.
Crédito da Imagem: Bombeiros de Goiás/Arquivo