Goiânia demite servidor por venda de atestados médicos

Demissão de servidor por venda de atestados médicos marca a mais recente medida da Prefeitura de Goiânia para coibir fraudes e proteger os cofres públicos. O técnico em saúde Jeovair de Oliveira Rocha, conhecido como Rochinha da Saúde, teve o desligamento recomendado após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que comprovou a comercialização de licenças por R$ 100.
A decisão, publicada no Diário Oficial do Município, concede ao servidor 30 dias para recorrer. A investigação começou em 2021, quando mensagens de WhatsApp revelando a negociação dos atestados circularam nas redes sociais, levando a Secretaria Municipal de Saúde a acionar a Controladoria-Geral do Município (CGM).
Goiânia demite servidor por venda de atestados médicos
Em março de 2022, a CGM concluiu que a demissão era necessária “para o bem do serviço público” e enviou o relatório à Casa Civil. O processo ficou parado até a retomada pela atual gestão do prefeito Sandro Mabel (UB), que afirma estar promovendo um “pente-fino” em todas as áreas da administração.
Mesmo sob investigação, Rocha disputou uma cadeira na Câmara Municipal nas últimas eleições pelo Republicano, adotando o nome de urna Rochinha da Saúde. O registro foi deferido pela Justiça Eleitoral, e ele continuou trabalhando na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Jardim Curitiba enquanto o PAD seguia em análise.
Para aumentar a transparência na concessão de licenças, o município firmou em abril um convênio com o Serviço Social da Indústria (Sesi), responsável por realizar perícias médicas nos servidores. A iniciativa pretende acelerar a análise de afastamentos, evitar fraudes e reduzir custos.
Segundo o prefeito, “quem apresentar atestado sem necessidade será submetido a PAD e pode ser demitido”. A fala reforça a política de tolerância zero adotada pela administração, em sintonia com orientações da Controladoria-Geral da União para combate a irregularidades no serviço público.
O caso Rochinha da Saúde serve de alerta a outros servidores sobre as consequências de atos ilícitos. A Prefeitura aposta em convênios e auditorias permanentes para garantir que benefícios sejam concedidos apenas a quem realmente necessita.
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Crédito da imagem: Secom/Prefeitura de Goiânia