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Governo e oposição divergem sobre projeto que combate exploração infantil na internet

De acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos, mais de 21 mil denúncias de exploração sexual infantil em ambiente digital foram registradas apenas em 2023,

Governo e oposição divergem sobre projeto que combate exploração infantil na internet após o vídeo do youtuber Felipe Bressanim, conhecido como Felca, expor casos de abuso sexual de crianças nas redes sociais e acelerar a discussão no Congresso Nacional.

Governo e oposição divergem sobre projeto que combate exploração infantil na internet

O Palácio do Planalto orientou sua base parlamentar a apoiar o Projeto de Lei 2.294/2023, do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e relatado pelo deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), considerado o texto mais avançado sobre o tema na Câmara dos Deputados. A proposta estabelece mecanismos para remoção rápida de conteúdos de exploração sexual de crianças e adolescentes, além de impor regras específicas para redes sociais e jogos on-line voltados a esse público.

Segundo Renata Mielli, coordenadora do Comitê Gestor da Internet no governo federal, o texto “não é uma regulamentação geral das plataformas, mas abre um precedente e representa uma janela de oportunidade” para enfrentar o problema. Auxiliares do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmam que o combate à exploração infantil é “extrema prioridade” e que já há mais de 60 proposições correlatas em análise.

As articulações do Executivo provocaram reação imediata da oposição. O deputado Ricardo Salles (Novo-SP) classificou o projeto como “cavalo de Tróia” e prometeu obstruir sua tramitação, alegando que o texto pode abrir caminho para uma regulamentação mais ampla das redes sociais. Na mesma linha, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), declarou apoio ao Projeto de Lei 3.912/2023, do deputado Nikolas Cavalcante (PL-MG), que obriga as plataformas a disponibilizar ferramentas de supervisão parental configuráveis de forma voluntária.

A proposta de Nikolas também exige que provedores mantenham um canal de fácil acesso para denúncias de usuários e do Ministério Público. Para Salles e Sóstenes, esse formato foca “exclusivamente” na proteção de crianças sem restringir a liberdade dos demais usuários.

Entidades da sociedade civil, no entanto, manifestaram apoio ao texto relatado por Jadyel Alencar, argumentando que medidas mais abrangentes são necessárias para impedir a circulação de conteúdo ilegal. O debate deve se intensificar nas próximas semanas, já que líderes partidários discutem a possibilidade de criar um grupo de trabalho para unificar as iniciativas.

Crédito da imagem: EBC

Em nota técnica, a Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente ressalta que a responsabilização das plataformas é essencial para reduzir a exposição de menores a conteúdos abusivos.

Para acompanhar outras pautas em tramitação no Congresso, visite a seção de Política do Goyaz.

O projeto que divide governo e oposição permanece no centro das atenções legislativas; acompanhe as atualizações e compartilhe esta reportagem para informar mais pessoas sobre o debate.

Redação GOYAZ

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