Notícias

Agro brasileiro é guardião dos recursos naturais, diz CNA

Agro brasileiro é guardião dos recursos naturais, diz CNA A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) enviou ao governo dos Estados Unidos um documento defendendo que o agronegócio nacional preserva a vegetação nativa e não adota práticas comerciais desleais.

Documento rebate acusações de desmatamento

No âmbito da investigação 301, conduzida pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), a CNA argumenta que os agricultores detêm 33% das áreas preservadas no país, o equivalente a 282 milhões de hectares. Segundo o texto, o setor agropecuário responde por 28,5% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa (GEE) e conseguiu reduzir esse índice em 1,9% entre as edições do Inventário Nacional de Emissões de GEE.

Brasil preserva mais do que produz

De acordo com a entidade, 66,3% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, sendo 25,6% dentro de propriedades rurais. Apenas cerca de 30% da área total é utilizada para agricultura ou pecuária. Nos Estados Unidos, 74,3% do território é destinado a terras agrícolas, enquanto 19,9% está sob conservação. Para a CNA, a comparação revela que o modelo brasileiro alia produção e conservação sem prejudicar a competitividade internacional.

Legislação ambiental considerada rigorosa

O documento sublinha que o Brasil possui um arcabouço legal “extenso, complexo e altamente protetivo”, que prevê sanções administrativas e criminais para desmatamento, queimadas ilegais, extração de madeira, caça e pesca clandestinas. Até maio de 2025, o Ibama identificou 93.622 áreas embargadas, publicou mais de 60 autos de embargo preventivo e emitiu 4.200 notificações em propriedades rurais.

Sem prejuízo às empresas americanas

A CNA sustenta que não existem políticas ou atos brasileiros que confiram vantagem competitiva ao agro nacional frente a empresas dos EUA. Para a confederação, a preservação ambiental integrada ao setor produtivo mostra que o Brasil concilia desenvolvimento econômico e proteção dos recursos naturais.

Em síntese, o posicionamento direcionado a Washington busca neutralizar eventuais barreiras comerciais e reforçar a imagem do país como líder em sustentabilidade agrícola.

Quer entender como esses debates influenciam decisões governamentais? Acesse nossa editoria de Política e acompanhe as próximas atualizações.

Redação GOYAZ

Redação Ligação Direta: 36024225 Redação Plantão Whatsapp: ( 62) 983035557
Botão Voltar ao topo