Política

Quebra de sigilo de Lulinha amplia atrito entre CPMI e STF

Ministro Flávio Dino suspendeu quebras de sigilo aprovadas em bloco pela CPMI do INSS e a comissão deve recorrer e pedir esclarecimentos

O Ministro Flávio Dino determinou a suspensão dos efeitos de votação simbólica da CPMI do INSS e anulou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva e de outras pessoas. A comissão informou que apresentará recurso e avaliará convite para ouvir o magistrado. A cúpula do colegiado marcou reunião com a Advocacia do Senado para definir as medidas jurídicas.

O plenário do Supremo analisará o despacho em julgamento virtual previsto a partir de 13 de março. A CPMI afirma que a votação em bloco não observou o rito previsto e que, se mantida a decisão, as quebras de sigilo terão de ser submetidas a votação individual.

Entre os dados apontados pela comissão está movimentação de R$ 19,5 milhões atribuída ao investigado no período de 2022 a 2026 e a defesa criticou os vazamentos. Lulinha não figura como alvo da Polícia Federal, mas teve menções em diligências e em busca e apreensão que envolveram a empresária Roberta Luchsinger. A apuração investiga eventual sociedade por meio de Roberta com Antonio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A quebra de sigilo da empresária também foi suspensa pelo ministro.

A suspensão interrompeu o acesso a informações sigilosas e pode exigir nova votação da CPMI caso o Supremo confirme o despacho. Membros do colegiado relatam que decisões judiciais afetam oitivas e o comparecimento de convocados. O grupo discute pedido de prorrogação das atividades por 60 dias e avalia medidas judiciais se a extensão não for autorizada.

Redação GOYAZ

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