Homem preso por queimada em vegetação nativa na GO-241

Homem preso por queimada em vegetação nativa foi detido em flagrante pela Polícia Militar na quarta-feira (20), às margens da GO-241, em Nova Roma, nordeste de Goiás. O suspeito ateou fogo em área próxima à Estação Ecológica da cidade, unidade de conservação administrada pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
Equipes do 10º Comando Integrado de Bombeiros Militar (CIBM) identificaram, com drones, que o incêndio avançava em direção à reserva e aos povoados Ouro Minas e Magalhães. Na véspera, focos semelhantes já haviam sido combatidos na mesma região, o que motivou a varredura que terminou na prisão.
Homem preso por queimada em vegetação nativa na GO-241
Durante a busca, os bombeiros encontraram uma motocicleta parada na mata e, ao lado, uma mangueira preta usada como pinga-fogo. Poucos metros adiante, localizaram o proprietário do veículo realizando a técnica “fogo contra fogo”, método proibido que consiste em queimar um trecho de vegetação para tentar conter as chamas. O suspeito foi detido e levado à delegacia.
Ele foi autuado no artigo 41 da Lei de Crimes Ambientais, que prevê punição para quem “provocar incêndio em mata ou floresta”. Desde agosto de 2025, a Instrução Normativa 14/2025 da Semad estabelece critérios para comprovar autoria de incêndios florestais em Goiás, exigindo ao menos três evidências — como origem do fogo na propriedade ou ausência de autorização de queima — para responsabilização administrativa.
A norma detalha ainda a reparação dos danos: em Área de Preservação Permanente, por exemplo, é obrigatório recuperar três hectares para cada hectare degradado. Em unidades de conservação, a compensação segue o plano de manejo da área. Caso o nexo causal seja confirmado, o responsável também pode arcar com os custos de combate às chamas e demais prejuízos ambientais, sociais e materiais.
Segundo dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o período de estiagem em Goiás amplia o risco de incêndios florestais, tornando a prevenção essencial para proteger reservas e comunidades vizinhas.
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Imagem: Divulgação