Polícia resgata 126 veículos alugados em Goiânia e interior

Polícia resgata 126 veículos alugados em Goiânia e interior durante operação da Polícia Civil de Goiás realizada na manhã da última quarta-feira (20). A ação mirou uma empresa de engenharia que, segundo as investigações, deixou de pagar as mensalidades da frota locada, estimadas em R$ 700 mil por mês, e ainda retirou os rastreadores para dificultar a localização dos automóveis.
O prejuízo inicial calculado pela corporação chega a R$ 10 milhões. Os agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Anápolis, Formosa, Goianésia e Jaraguá, além de diligências em outros três estados, mobilizando cerca de 50 policiais civis.
Polícia resgata 126 veículos alugados em Goiânia e interior
De acordo com o delegado Danillo Martins, responsável pelo caso, há indícios de que a empresa agiu de má-fé desde a assinatura do contrato de locação em Goiânia. “O grupo empregou o mesmo método em outros estados, sempre interrompendo os pagamentos e se recusando a devolver os veículos”, afirmou Martins.
Além dos 126 carros recuperados nesta quarta, a própria locadora já havia conseguido reaver parte da frota por meios administrativos. A investigação prossegue para localizar os automóveis que ainda permanecem desaparecidos, ouvir testemunhas e analisar a documentação apreendida.
Operações semelhantes têm se intensificado em todo o país. Segundo levantamento publicado pela Agência Brasil, fraudes envolvendo locadoras provocaram prejuízos superiores a R$ 500 milhões apenas em 2022, o que reforça a necessidade de fiscalização constante.
Para a Polícia Civil de Goiás, a cooperação entre estados foi decisiva para o resultado desta quarta-feira. Novas fases da investigação não estão descartadas, já que a corporação busca identificar possíveis receptadores e eventuais ramificações do esquema.
O inquérito também vai avaliar se houve lavagem de dinheiro, falsidade ideológica ou outros crimes correlatos. Caso as suspeitas se confirmem, os envolvidos podem responder por apropriação indébita, estelionato e associação criminosa.
Esta operação reforça a atenção de locadoras e empresas contratantes quanto à checagem de antecedentes comerciais de possíveis parceiros, além da adoção de tecnologias de rastreamento mais robustas.
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Foto: Divulgação