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Incêndio no Ninho do Urubu: Justiça absolve sete réus

Incêndio no Ninho do Urubu foi a expressão que voltou aos holofotes nesta terça-feira (21) depois de o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) absolver sete acusados pelo incêndio que, em 2019, tirou a vida de dez atletas da base do Flamengo e deixou três feridos.

A decisão, assinada pelo juiz Tiago Fernandes de Barros, inocentou o ex-diretor financeiro Márcio Garotti; o ex-diretor adjunto de patrimônio Marcelo Maia de Sá; os engenheiros Danilo Duarte, Fabio Hilário da Silva e Weslley Gimenes; a responsável por contratos da NHJ, Claudia Pereira Rodrigues; e o sócio da empresa de manutenção de ar-condicionado, Edson Colman. Todos respondiam por “incêndio culposo qualificado” e “lesão corporal grave”. O Ministério Público do Rio de Janeiro já anunciou que irá recorrer.

Incêndio no Ninho do Urubu: Justiça absolve sete réus

O processo teve, originalmente, 11 denunciados. O monitor Marcus Vinicius havia sido absolvido em fase anterior, enquanto as denúncias contra o engenheiro Luiz Felipe e o ex-diretor da base Carlos Noval foram rejeitadas. Em fevereiro, o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello, 71 anos, deixou de ser réu porque a acusação prescreveu, segundo o Ministério Público.

A tragédia ocorreu em 8 de fevereiro de 2019, quando um contêiner usado como alojamento pegou fogo no Centro de Treinamento George Helal, popularmente conhecido como Ninho do Urubu. Morreram Athila Paixão (14), Arthur Vinícius (14), Bernardo Pisetta (14), Christian Esmério (15), Gedson Santos (14), Jorge Eduardo Santos (15), Pablo Henrique (14), Rykelmo de Souza (16), Samuel Thomas Rosa (15) e Vitor Isaías (15).

Outros 16 jovens escaparam. Três sofreram lesões: Jhonata Ventura, que se aposentou em 2023 e hoje trabalha no setor de scout do clube; Dyogo Alves, goleiro integrado ao elenco profissional; e Cauan Emanuel, atualmente no Maranguape, da Segunda Divisão Cearense.

Mesmo com a absolvição, o caso permanece em andamento. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, as partes serão notificadas para possíveis recursos, etapa que pode rediscutir a responsabilidade criminal pelo incêndio.

Em nota, o Flamengo afirmou que “sempre colaborou com as investigações” e reforçou que segue prestando assistência às famílias das vítimas.

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Crédito da imagem: CNN Brasil

Redação GOYAZ

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