
Incêndios florestais em Goiás apresentam recuo consistente em 2025: entre janeiro e julho, os focos caíram 34% na comparação com 2024, segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
Os números mais expressivos vieram em abril, com redução de 60,8% (de 115 para 45 focos), e em março, com menos 56,1% (de 219 para 96). Somente julho registrou 327 ocorrências, ante 495 no mesmo mês do ano passado.
Incêndios florestais em Goiás já caem 34% neste 2025
O gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrográficas de Goiás (Cimehgo), André Amorim, atribui a melhora ao amadurecimento das políticas públicas de monitoramento e combate. “Estamos usando a experiência para aprimorar procedimentos”, declarou.
Para fortalecer a fiscalização, a Semad publicou em 7 de agosto a Instrução Normativa 14/2025, que define critérios para responsabilizar autores de queimadas. São necessários ao menos três indícios, entre seis possíveis, para comprovar culpa por ação direta ou omissão. Entre as evidências estão origem do fogo dentro da propriedade, prática agropecuária subsequente à queimada e ausência de aceiros.
A norma também estabelece que não há infração se o incêndio decorrer de caso fortuito, força maior ou ação de terceiros. Mesmo quando comprovada a culpa, não será exigida compensação florestal caso não haja mudança de uso do solo e a área esteja em regeneração.
Apesar dos avanços, a temporada crítica segue monitorada: em agosto, até o dia 17, já eram 288 focos, ante 1.120 em todo o mês no ano passado. O pico histórico costuma ocorrer em setembro, que registrou 3.111 ocorrências em 2024. Se a média atual se mantiver, a expectativa é de nova redução.
A política de tolerância zero resultou em flagrante na quarta-feira (20), quando a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros prenderam um homem incendiando vegetação às margens da GO-241, próximo à Estação Ecológica de Nova Roma. Ele usava a técnica ilegal “fogo contra fogo” e foi autuado com base no artigo 41 da Lei de Crimes Ambientais.
Casos como esse reforçam a importância do combate preventivo. Estudos do Programa Queimadas do Inpe indicam que ações integradas reduzem significativamente a propagação das chamas e os danos à biodiversidade.
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Imagem: Divulgação/Corpo de Bombeiros