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Intoxicação por metanol em Goiás: primeiro caso suspeito

Paciente encontra-se internada em unidade de terapia intensiva do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), sob cuidados de uma equipe multidisciplinar

Intoxicação por metanol em Goiás marca o primeiro registro suspeito no Estado, envolvendo uma mulher de 25 anos residente em Itapaci, segundo confirmou a Secretaria de Estado da Saúde (SES) nesta sexta-feira (3).

A paciente encontra-se internada em unidade de terapia intensiva do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), sob cuidados de uma equipe multidisciplinar. A notificação partiu do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Goiás (Ciatox), que acompanha o caso.

Intoxicação por metanol em Goiás: primeiro caso suspeito

O diagnóstico segue classificado como suspeito, pois exames laboratoriais ainda avaliam a presença do composto químico no organismo da jovem. A investigação ocorre em meio a surtos registrados em Pernambuco e São Paulo, onde a adição ilegal de metanol em bebidas alcoólicas resultou em várias internações e mortes.

Diante do risco, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) determinou, na quarta-feira (1º), uma força-tarefa com policiais e fiscais sanitários para vistoriar distribuidoras de bebidas em todo o território goiano. “Queremos garantir que produtos adulterados não cheguem aos consumidores”, afirmou o chefe do Executivo estadual.

Utilizado em solventes industriais, anticongelantes e vernizes, o metanol é incolor e possui odor semelhante ao do etanol, mas custa menos para produzir, o que incentiva sua adição clandestina a destilados. Como alerta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a ingestão de pequenas quantidades pode provocar danos irreversíveis ao cérebro e aos olhos, culminando em cegueira ou morte.

Os sintomas surgem entre 40 minutos e 72 horas após a ingestão e se confundem com embriaguez: tontura, vômitos e confusão mental. Em estágios avançados, o ácido fórmico, subproduto tóxico do metabolismo do metanol, desencadeia acidose sanguínea, convulsões e insuficiência renal. O tratamento precisa ser imediato; em ambiente hospitalar, utiliza-se etanol intravenoso e hemodiálise para conter o avanço da toxidade.

As autoridades reforçam que qualquer suspeita de bebida adulterada deve ser comunicada aos órgãos competentes e que sintomas atípicos após o consumo de álcool exigem procura médica urgente.

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Crédito: Biodisel Brasil

Redação GOYAZ

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