Irã quer liberação imediata de 12 bilhões de dólares para acordo
País condiciona continuidade das negociações ao acesso garantido aos ativos congelados.

O governo iraniano condicionou a assinatura de um acordo provisório à liberação imediata de doze bilhões de dólares em recursos congelados, e a exigência foi apresentada por membros da delegação que participou das negociações no Catar na semana passada e foi divulgada por agências de notícias locais.
Autoridades iranianas informaram que a estrutura de acesso aos ativos serviria como garantia para a implementação do entendimento entre Teerã e Washington, e a delegação declarou que qualquer interrupção posterior no fluxo desses recursos poderia motivar a retirada do país do acordo em caráter imediato.
Segundo relatos divulgados por fontes próximas à delegação, metade do montante reivindicado corresponde a recursos iranianos previamente bloqueados em contas no exterior, e a outra metade foi descrita como um novo aporte que deveria ser liberado na fase inicial do acordo para garantir liquidez imediata ao país.
Agência estatal relatou anteriormente a possibilidade de liberação de até vinte e quatro bilhões de dólares em ativos iranianos caso um entendimento provisório fosse firmado entre as partes, e segundo essa versão metade desse montante seria disponibilizada no momento do anúncio público do acordo para demonstrar compromisso e facilitar a implementação imediata dos termos pactuados.
Fontes indicaram que o Catar aceitou atuar como garante do mecanismo pelo qual os recursos seriam liberados, tarefa que envolve monitoração e coordenação entre bancos e autoridades, e autoridades catarianas, contudo, descartaram ter oferecido doze bilhões de dólares como garantia direta para o acordo e afirmaram que o papel mediador não implica transferência de recursos próprios.
Representantes iranianos disseram que não pretendem entrar em um processo de negociações, assinar um acordo e perder novamente o acesso aos ativos caso uma nova escalada militar ocorra na região, e a exigência da estrutura de acesso foi apresentada como condição de segurança jurídica e financeira para assegurar que obrigações contratuais possam ser cumpridas independentemente de reveses geopolíticos.
O principal negociador iraniano presente nas conversas foi identificado nas informações como Mohammed Bagher Ghalibaf, que participou de interlocuções com autoridades catarianas e assessores encarregados do processo, e membros da equipe de imprensa que acompanharam a delegação detalharam que mensagens sobre garantias financeiras foram tratadas como elementos centrais para viabilizar a assinatura de um texto provisório entre Teerã e Washington.
Fontes americanas consultadas por veículos internacionais não confirmaram detalhes sobre a exigência financeira e ressaltaram que discussões sobre mecanismos bancários seguem sob sigilo por questões de segurança, e analistas apontam que a viabilidade operacional de liberar fundos depende de regras de compliance e de garantias multilaterais que envolvem bancos correspondentes e supervisão de autoridades internacionais.
A próxima etapa apontada por interlocutores será a definição de um mecanismo técnico para transferências, com participação de intermediários financeiros e possível monitoramento por um país terceiro, e caso as partes avancem para um acordo provisório a implementação dos termos dependerá de cronogramas, verificações e desembolsos condicionados ao cumprimento de etapas previamente acordadas entre os envolvidos.
Observadores regionais apontam que o acordo e a liberação de ativos teriam efeitos sobre a dinâmica de segurança no Golfo, influenciando negociações paralelas e operações marítimas, e ao mesmo tempo diplomatas destacam que qualquer medida deve ser calibrada para evitar repercussões econômicas indesejadas que impeçam instituições financeiras de cumprir obrigações legais e contratuais.
Não há prazo público para a assinatura final de um acordo provisório, e representantes envolvidos admitem que negociações técnicas podem se estender por semanas ou meses até definir mecanismos seguros, enquanto mercados internacionais e bancos monitoram sinais políticos e jurídicos para avaliar riscos e possíveis impactos sobre fluxos comerciais e financiamento entre as partes interessadas.