
PCGO sequestra R$ 1 Milhão por golpe com carros de luxo: em uma ação conjunta e de grande alcance, a Polícia Civil de Goiás (PCGO), através da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), deflagrou nesta quarta-feira (6) a Operação Mensa Ficta.
A operação, que contou com o apoio das Polícias Civis de Santa Catarina e Minas Gerais, teve como objetivo desarticular um esquema interestadual de golpes com veículos de luxo.
A força-tarefa cumpriu seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, além de realizar o bloqueio e sequestro de cerca de R$ 1 milhão em valores e bens dos investigados.
O Esquema: Golpes Milionários com Carros de Luxo
A Operação Mensa Ficta tem como alvo uma organização criminosa especializada em estelionato por meio de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
O grupo, que atuava há pelo menos quatro anos, é responsável por aplicar golpes na comercialização fraudulenta de veículos de luxo, gerando prejuízos milionários para vítimas em diversos estados brasileiros.
A investigação teve início após a denúncia de um morador de Goiânia que perdeu aproximadamente R$ 1 milhão na fraude. A partir desse caso, a Polícia Civil de Goiás iniciou uma ampla apuração que revelou a atuação do grupo criminoso em Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina, Alagoas, Ceará e Rio Grande do Sul.
A Ação dos Golpistas e a Operação
O modus operandi dos criminosos era sofisticado. Eles utilizavam aplicativos de mensagens para criar grupos e, com um trabalho minucioso de engenharia social, conquistavam a confiança das vítimas.
Anunciavam falsas vendas de veículos seminovos de alto padrão e, para dar credibilidade às transações, apresentavam laudos cautelares, documentos veiculares e outras informações técnicas forjadas. Com a falsa sensação de segurança, as vítimas realizavam os pagamentos sem receber os veículos.
A operação desta quarta-feira (6) concentrou-se no cumprimento de mandados nas cidades de Ituiutaba (MG), Pires do Rio (GO), Joinville (SC) e Chapecó (SC).
Além das prisões, o sequestro de bens e valores na ordem de R$ 1 milhão foi determinado pela Justiça, buscando ressarcir, ao menos parcialmente, as vítimas do esquema.
A ação demonstra a importância da atuação conjunta entre as polícias civis de diferentes estados para combater crimes complexos e que não se limitam a uma única jurisdição.