Esporte

Trump afirma que presença do Irã na Copa preocupa pela segurança

Em publicação nesta quinta-feira (12) o presidente disse que o Irã é bem-vindo ao torneio, mas considerou a participação inadequada em razão de riscos à segurança.

O presidente dos Estados Unidos voltou a comentar sobre a presença da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026 em uma publicação feita nesta quinta-feira (12) na rede social Truth. Na mensagem o presidente afirmou que a seleção iraniana é bem-vinda ao torneio, mas que considera a participação inadequada para a segurança de seus integrantes.

No dia terça-feira (3) o presidente havia afirmado a um veículo de imprensa que não se preocupava com a participação do Irã na Copa e descreveu a situação do país como fragilizada. A declaração anterior foi lembrada por interlocutores políticos e setores do jornalismo esportivo, que passaram a avaliar as implicações diplomáticas de comentários presidenciais sobre assuntos esportivos internacionais.

Na quarta-feira (11) o presidente da entidade mundial do futebol declarou ter se reunido com o presidente dos Estados Unidos e ter recebido garantias sobre a participação iraniana no torneio. Segundo a nota da entidade, o encontro teve caráter de interlocução institucional e buscou preservar a realização das partidas programadas nos Estados Unidos diante de incertezas políticas e de segurança.

A seleção iraniana aparece no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, com os três jogos da fase inicial programados para cidades estadunidenses. Dois desses jogos estão previstos para ocorrer em Los Angeles e um em Seattle, o que aumenta a urgência de decisões sobre logística e medidas de segurança por parte das autoridades locais e federais.

O conflito no Oriente Médio, que se intensificou após ataques realizados por Estados Unidos e por Israel contra alvos iranianos, colocou em dúvida a viabilidade da participação do Irã no Mundial. Autoridades esportivas e governamentais têm avaliado os riscos e estudado cenários alternativos diante da possibilidade de ausência de uma equipe cujo grupo tem todas as partidas marcadas em solo estadunidense.

O ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou na quarta-feira (10) que o país não pode participar da Copa do Mundo após ataques aéreos realizados pelos coanfitriões do torneio, segundo sua declaração. Em sua fala à televisão estatal ele acusou os responsáveis pelos bombardeios de terem provocado a morte do líder supremo do país, o que, disse, inviabiliza a presença da seleção no campeonato.

Os bombardeios ocorreram há quase duas semanas e, conforme relatos de autoridades regionais, resultaram na morte do líder supremo do Irã, desencadeando uma escalada de tensão no Golfo. O episódio levou a mobilizações diplomáticas em diferentes capitais e a avaliações de segurança por promotores e organizadores do torneio, que monitoram potenciais repercussões sobre a realização dos jogos.

Em entrevista transmitida pela televisão estatal o ministro escreveu que, diante do que qualificou como assassinato do líder, o país não pode em nenhuma circunstância participar da Copa do Mundo. A declaração do governo iraniano acendeu discussões sobre a necessidade de salvaguardar atletas e torcedores, assim como sobre os efeitos de decisões políticas em competições que envolvem múltiplas sedes internacionais.

Autoridades estadunidenses responsáveis pela segurança de eventos esportivos avaliaram as declarações presidenciais como um fator que pode influenciar protocolos de proteção, sem, segundo elas, alterar a política oficial de acolhimento de seleções qualificadas. O governo federal e autoridades locais mantêm encontros bilaterais com órgãos internacionais do futebol para ajustar planos de contingência e garantir que instalações e cidades-sede cumpram requisitos de segurança e logística.

Caso o Irã anuncie formalmente sua desistência, a entidade organizadora do torneio terá de decidir com rapidez sobre eventuais substituições ou redistribuição de partidas para preservar o calendário e a equidade esportiva. Especialistas em regulamentos e autoridades competentes discutem opções previstas em regulamentos internacionais, incluindo convocações de seleções reservas ou ajustes no formato de disputa, conforme critérios estabelecidos pela organização.

A intervenção do chefe do Executivo em debate sobre a presença de um país em evento esportivo ressalta o entrelaçamento entre política externa e grandes competições, com potenciais efeitos sobre relações bilaterais e imagem internacional. Analistas apontam que mensagens públicas de líderes mundiais podem alterar percepções e decisões de organizadores, patrocinadores e federações, implicando em revisões de protocolos e de comunicação institucional.

Entidades responsáveis pela competição informaram que seguem em contato permanente com autoridades dos países envolvidos e com representantes da seleção iraniana para obter esclarecimentos sobre intenção de participação. Fontes ligadas à organização estimam que qualquer definição sobre a presença do Irã deve ocorrer com semanas de antecedência ao torneio para não comprometer logística, segurança e direitos de transmissão.

A edição do Mundial com 48 seleções está marcada para iniciar na quinta-feira (11) de junho e terminar no domingo (19) de julho, com partidas distribuídas entre Estados Unidos, México e Canadá. A ampliação do torneio aumenta a complexidade logística e faz com que qualquer alteração na escalação das equipes tenha efeitos em cadeia sobre cronograma, hospedagem e segurança em vários centros de competição.

A situação seguirá sendo acompanhada por autoridades esportivas e diplomáticas, que devem priorizar a proteção de atletas e a integridade do calendário diante de riscos e pressões políticas. A definição final sobre a participação do Irã na Copa pode influenciar decisões sobre segurança, comunicação e procedimentos operacionais nos meses que antecedem a abertura do torneio e será observada por múltiplos atores internacionais.

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Redação GOYAZ

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