
Ibama monitora vazamento de fluido em perfuração na foz do Amazonas: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmou ter recebido a notificação sobre a interrupção das atividades de perfuração na bacia da Foz do Amazonas. A medida foi adotada pela Petrobras após a identificação de um vazamento de fluido de perfuração no poço Morpho, situado a aproximadamente 175 quilômetros da costa do estado do Amapá. O incidente envolveu a perda de material de base não aquosa em duas linhas auxiliares que conectam a unidade de perfuração à estrutura submarina.
Ibama monitora vazamento de fluido em perfuração na foz do Amazonas
De acordo com o comunicado oficial emitido pelo Ibama (https://www.gov.br/ibama/pt-br), a descarga do fluido no meio marinho foi interrompida logo após a detecção da falha técnica. A Petrobras realizou o isolamento das linhas afetadas na superfície e manteve a válvula de fundo do poço fechada para garantir a estanqueidade do sistema. O órgão ambiental informou que as causas do vazamento estão sob apuração técnica e que o acompanhamento do caso é realizado pelas equipes de emergências ambientais da autarquia.
A Petrobras relatou que a anormalidade foi percebida durante procedimentos de rotina, quando operadores notaram a redução do nível de fluido nos tanques de armazenamento. Diante da ausência de evidências visíveis na superfície do mar, a companhia utilizou um veículo submarino operado remotamente (ROV) para inspecionar as conexões e identificar o ponto exato da perda. A estatal reforçou que o fluido de perfuração de base não aquosa possui protocolos específicos de manejo conforme as normas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (https://www.gov.br/anp/pt-br).
Em nota enviada às autoridades reguladoras, a petroleira afirmou que o incidente foi contido prontamente e que as linhas danificadas serão recolhidas para análise laboratorial e reparos em superfície. A empresa ressaltou que a integridade estrutural da sonda de perfuração e do poço Morpho não foi comprometida, mantendo-se em condições seguras de operação. Segundo a Petrobras, a ocorrência não apresenta riscos à continuidade do cronograma de perfuração após a conclusão das vistorias técnicas.
A perfuração na margem equatorial brasileira é acompanhada com rigor devido à sensibilidade ecológica da região. O Ibama mantém fiscalização sobre os Planos de Emergência Individual (PEI) das operadoras, conforme previsto na Lei 9.966 de 2000 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9966.htm), que dispõe sobre a prevenção, o controle e a fiscalização da poluição causada por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas em águas sob jurisdição nacional. O retorno das operações no poço Morpho dependerá da validação dos relatórios de inspeção pelos órgãos competentes.
Crédito da Imagem: Embratur