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Lei da Reciprocidade: Lula sem pressa contra EUA

Lei da Reciprocidade: Lula sem pressa contra EUA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou nesta sexta-feira, 29 de agosto de 2025, que não pretende acelerar a aplicação de medidas retaliatórias contra os Estados Unidos, mesmo após autorizar o início dos trâmites previstos na Lei da Reciprocidade.

Segundo Lula, a decisão de dar andamento ao processo, conduzido pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), visa pressionar Washington a discutir a tarifa de 50% que hoje incide sobre 35,6% das exportações brasileiras. “Eu não tenho pressa, quero negociar”, afirmou em entrevista à Rádio Itatiaia, em Belo Horizonte.

Lei da Reciprocidade: Lula sem pressa contra EUA

A legislação, sancionada em abril, permite que o Brasil responda a medidas unilaterais de parceiros comerciais. Entre as etapas em curso está a notificação oficial aos EUA e o acionamento da Organização Mundial do Comércio, passo considerado essencial por Lula para mostrar que o país “tem coisas a fazer” caso não haja acordo.

O tarifaço norte-americano foi inaugurado em 2024, ainda sob Donald Trump, com sobretaxa inicial de 10%. Em 6 de agosto, a Casa Branca elevou mais 40 pontos percentuais, alegando prejuízos a big techs e retaliação a decisões brasileiras. Hoje, produtos nacionais como aço, alumínio e derivados agrícolas enfrentam alíquota total de 50% na entrada no mercado estadunidense.

Lula ressaltou que a missão de dialogar com o governo dos EUA está a cargo do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Mauro Vieira (Relações Exteriores). Até agora, entretanto, não houve retorno de autoridades como o secretário do Tesouro ou o representante de Comércio. “Se o Trump quiser negociar, o Lulinha paz e amor está de volta”, disse, descartando, por ora, um telefonema direto ao presidente norte-americano.

O chefe do Executivo brasileiro também classificou como “mais importante da história” a operação policial que apura o uso da cadeia de combustíveis para lavagem de dinheiro de facções, com bloqueio de bens que somam R$ 1,2 bilhão. Para o presidente, o crime organizado tornou-se “multinacional”, com tentáculos na política, no Judiciário e no esporte.

Em síntese, Lula mantém a Lei da Reciprocidade como instrumento de pressão, mas aposta no diálogo para reverter as tarifas de 50% impostas pelos EUA. Acompanhe outros desdobramentos da política comercial brasileira em nossa editoria de Política e fique por dentro das próximas negociações.

Crédito da imagem: Ricardo Stuckert / PR

Redação GOYAZ

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