GoiƔs

ESTADO šŸ™ | Governo inicia campanha de vacinação contra febre aftosa e raiva

O Governo de GoiÔs iniciou neste domingo (1º/05) a primeira etapa de vacinação compulsória contra a febre aftosa de bovinos e bubalinos, nos 246 municípios goianos. Até o dia 31 deste mês, os pecuaristas precisam vacinar seus rebanhos contra a febre aftosa e raiva, conforme estabelecido na Portaria nº 192/2022 da Agência Goiana de Defesa AgropecuÔria (Agrodefesa).

Nesta primeira etapa de 2022, o Ministério da Agricultura, PecuÔria e Abastecimento (Mapa) decidiu pela inversão da estratégia de vacinação contra aftosa, priorizando os animais de zero a 24 meses e não todo o rebanho como ocorria nos anos anteriores. Os animais de todas as idades serão vacinados apenas na etapa de novembro.

O presidente da Agrodefesa, JosĆ© Essado, reforƧa a importĆ¢ncia da vacinação para garantir a sanidade do rebanho. ā€œA pecuĆ”ria Ć© um segmento que gera milhares de empregos e renda para GoiĆ”s. Conclamo os pecuaristas para que vacinem os seus animais para mantermos GoiĆ”s com status de estado livre de aftosa com vacinaçãoā€, enfatiza. O dirigente da AgĆŖncia lembra que hĆ” 27 anos o Estado nĆ£o registra focos de aftosa, graƧas Ć  parceria do Governo Estadual com as entidades representativas dos produtores e com os criadores, que cumprem as normas sanitĆ”rias definidas pelo ServiƧo VeterinĆ”rio Oficial.

Além da vacinação contra aftosa, a Portaria nº 192 estabelece diretrizes também para a vacinação compulsória contra a raiva dos herbívoros (bovinos, bubalinos, equídeos, muares, asininos, caprinos e ovinos) em 121 municípios considerados de alto risco para a doença. Neste caso, devem ser imunizados todos os animais com até 12 meses de idade. A projeção da Agrodefesa é que sejam vacinados 6 milhões de animais contra a raiva.

Declaração

A declaração de vacinação de animais contra aftosa, bem como contra a raiva nos 121 municípios de alto risco para a doença, é obrigatória. O prazo para essa providência começa neste domingo (1º/05) e vai até 7 de junho, ou seja, cinco dias úteis após a conclusão da etapa. Além dos animais vacinados, os pecuaristas precisam declarar também todos os animais existentes nas propriedades.

As declaraƧƵes de propriedades que tenham acima de 50 cabeƧas de bovinos e/ou bubalinos deverĆ£o ser feitas obrigatoriamente por via eletrĆ“nica no Sistema de Defesa AgropecuĆ”ria de GoiĆ”s – Sidago. Para isso, o produtor precisarĆ” ter login e senha do Sidago, que podem ser obtidos no Ć­cone Sidago no site da Agrodefesa (www.agrodefesa.go.gov.br). A declaração de vacinação contra a raiva tambĆ©m deve ser feita via Sidago.

Criadores que tenham atĆ© 49 cabeƧas podem fazer as declaraƧƵes tambĆ©m presencialmente nas Unidades Locais da Agrodefesa. Contudo, a preferĆŖncia deve ser por meio eletrĆ“nico. Nas declaraƧƵes presenciais os produtores precisam agendar previamente a entrega fĆ­sica dos documentos, o que deve ser feito no escritório da AgĆŖncia do municĆ­pio onde estĆ” localizada a propriedade. A lista dos escritórios, com telefones, estĆ” no site da Agrodefesa, no link ā€˜Fale Conosco’, no item ā€˜Unidades Regionais’.

Fim da obrigatoriedade da vacinação contra aftosa em GoiÔs

A partir de 2023, os estados de GoiÔs, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Tocantins e o Distrito Federal não terão mais a vacinação obrigatória contra a febre aftosa. A suspensão serÔ possível após uma série de ações sanitÔrias desenvolvidas pelo Ministério da Agricultura, PecuÔria e Abastecimento (Mapa), em conjunto com os Estados no âmbito do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE/PNEFA), desde o ano de 2017.

O presidente da Agrodefesa, JosĆ© Essado, enfatizou que nos Ćŗltimos quatro anos, os fiscais estaduais agropecuĆ”rios e agentes de fiscalização da AgĆŖncia, em parceria com profissionais de outras instituiƧƵes, trabalharam muito para que GoiĆ”s cumprisse as metas estabelecidas pelo Mapa com o objetivo de suspender a vacinação. ā€œA expectativa era que a vacina fosse retirada em 2021, conforme previsĆ£o do MinistĆ©rio, mas a pandemia da Covid-19 acabou retardando o processoā€, lembrou Essado. Ele afirmou tambĆ©m que a retirada da vacina Ć© um passo fundamental, porque abre novos mercados internacionais para a carne produzida em GoiĆ”s.

Mesmo obtendo a condição de suspender a vacinação, os estados de GoiÔs, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Tocantins e o Distrito Federal ainda precisam dar continuidade às ações sanitÔrias que darão suporte à retirada da vacina. Juntas, essas sete Unidades Federativas contabilizam um rebanho de 103 milhões de animais e respondem pela maior parte das exportações brasileiras de carne.

Em uma fase posterior, o Ministério da Agricultura precisarÔ reconhecer nacionalmente essas Unidades Federativas como livres de aftosa sem vacinação e encaminhar processo para reconhecimento internacional pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o que deve ocorrer nos próximos anos.

Fonte: Agência Goiana de Defesa AgropecuÔria (Agrodefesa)

Redação GOYAZ

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