Líder de associação criminosa se infiltrou em empresa para praticar estelionato
Polícia Civil cumpre mandados em Goiânia e Trindade contra associação criminosa de estelionato

Líder de associação criminosa se infiltrou em empresa para praticar estelionato: a Polícia Civil de Goiás, por intermédio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio do Grupo de Repressão a Estelionato e outras Fraudes (Gref), deflagrou nesta terça-feira (2) a Operação ‘Fora dos Eixos’.
A ação teve como objetivo cumprir seis mandados judiciais de busca e apreensão. Os alvos foram integrantes de uma associação criminosa especializada na prática de estelionatos, atuando nas cidades goianas de Goiânia e Trindade.
Os crimes investigados se enquadram no estelionato (art. 171, caput) e na associação criminosa (art. 288, caput), ambos previstos no Código Penal Brasileiro. As investigações revelaram a existência de um grupo bem estruturado, com clara divisão de tarefas. A atuação contumaz desses criminosos em crimes patrimoniais complexos resultou em um prejuízo financeiro estimado em aproximadamente R$ 300 mil.
Líder de associação criminosa se infiltrou em empresa para praticar estelionato
A empreitada criminosa teve início com a entrada do futuro líder da associação criminosa no quadro societário de uma empresa especializada em retíficas de motores. Esse indivíduo, após ingressar na sociedade e promover a captação de clientes, passou a utilizar a estrutura da empresa para seus atos ilícitos.
O método consistia na prestação de serviços por meio das empresas vítimas, mas com a emissão de notas fiscais frias. Os pagamentos, em vez de serem direcionados para os ativos da companhia, eram desviados para contas de terceiros, que também eram membros da associação criminosa investigada.
A fraude veio à tona após a proprietária e sócia majoritária da empresa vítima ser acionada para exercer uma cláusula de garantia de um serviço prestado. Ao consultar a nota fiscal referente ao trabalho, ela percebeu a irregularidade. A nota havia sido emitida por uma empresa totalmente alheia ao grupo familiar, e os valores correspondentes jamais entraram no caixa das companhias.
Após a descoberta da trama, foi imediatamente instaurado um inquérito policial. As diligências realizadas pela Polícia Civil de Goiás esclareceram o papel de cada integrante do grupo. Mediante representação da autoridade policial, as medidas cautelares, incluindo os mandados cumpridos nesta data, foram judicialmente deferidas.
Crédito da Imagem: PCGO