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CCJ do Senado referenda 13 indicações para STM, STJ, CNJ e CNMP

Todas as sabatinas ocorreram na manhã e tarde de hoje, e as nomeações seguem agora para votação no plenário

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira, 13 de março, as indicações de 13 autoridades para o Superior Tribunal Militar (STM), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Superior Tribunal Militar

Para a vaga de ministra togada do STM, os senadores chancelaram a advogada Verônica Abdalla Sterman, indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 8 de março. O nome recebeu 21 votos favoráveis e 6 contrários. Caso também seja aprovada em plenário, Verônica se tornará a segunda mulher a integrar o tribunal em seus 217 anos de história.

Superior Tribunal de Justiça

O colegiado deu aval a dois nomes para o STJ. O desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região Carlos Augusto Pires Brandão obteve 26 votos e uma abstenção. Já a procuradora do Ministério Público de Alagoas Maria Marluce Caldas Bezerra foi aprovada por 25 votos a 2.

Autoridade Nacional de Proteção de Dados

A economista Lorena Giuberti Coutinho foi indicada para a diretoria da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e recebeu 25 votos a favor e 2 contrários.

Conselho Nacional do Ministério Público

Oito postulantes obtiveram parecer favorável para compor o CNMP:

  • Fabiana Costa Oliveira Barreto, promotora do Distrito Federal;
  • Ivana Lúcia Franco Cei, procuradora do Amapá;
  • Fernando da Silva Comin, promotor de Santa Catarina;
  • José de Lima Ramos Pereira, subprocurador-geral do Trabalho;
  • Greice Fonseca Stocker, advogada;
  • Alexandre Magno Benites de Lacerda, procurador-geral adjunto de Mato Grosso do Sul;
  • Clementino Augusto Ruffeil Rodrigues, procurador da Justiça Militar;
  • Karen Luise Vilanova Batista de Souza, juíza do Rio Grande do Sul.

Conselho Nacional de Justiça

Para o CNJ, dois nomes foram aprovados:

  • Carlos Vinícius Alves Ribeiro, promotor de Justiça de Goiás;
  • Silvio Roberto Oliveira de Amorim Júnior, procurador da República.

Debate durante a sabatina

A sessão foi marcada por questionamentos do líder do PL, senador Carlos Portinho (RJ), sobre a ausência de dissertação de mestrado de Verônica Sterman. A advogada explicou que interrompeu o curso em razão de gravidez de risco e do tratamento médico de seu pai e afirmou ter informado a situação em seu currículo.

Apesar das críticas, senadores da base governista ponderaram que a sabatina deve avaliar competência, notório saber jurídico e reputação ilibada, requisitos que, segundo eles, foram atendidos.

A CCJ analisa, desde a semana passada, um conjunto de 35 indicações enviadas pelo Executivo e por outros órgãos. Além das sabatinas, os indicados realizam rodadas de encontros individuais com senadores, prática conhecida como “beija-mão”.

Com a aprovação de hoje, sete mulheres avançam para etapa final no plenário, onde precisarão de maioria absoluta dos votos para tomar posse.

Redação GOYAZ

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