Lula reúne Aneel e MME e cobra ação contra Enel em SP

Lula reúne Aneel e MME e cobra ação contra Enel em SP. Em encontro fora da agenda, na noite de segunda-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exigiu providências imediatas para os sucessivos apagões que atingem a capital paulista e municípios vizinhos.
A conversa reservada ocorreu no Palácio do Planalto com o presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o secretário-executivo da pasta, Arthur Cerqueira, o secretário de Energia, João Daniel, e o diretor da Aneel Gentil Sá.
Lula reúne Aneel e MME e cobra ação contra Enel em SP
Segundo relatos de participantes, Lula determinou que sejam identificados os responsáveis pelos cortes de luz, “seja no setor público federal, estadual, municipal ou na própria concessionária”. O presidente ainda avaliou o impacto político-eleitoral da crise, lembrando que São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e tradicional reduto oposicionista.
Durante a reunião, Silveira atribuiu o agravamento da situação à Aneel. Horas depois, já em São Paulo, o ministro alterou o discurso: alinhou-se ao governador Tarcísio de Freitas e ao prefeito Ricardo Nunes na defesa de intervenção federal na concessão da Enel Distribuição São Paulo.
A mudança de tom resultou no anúncio, nesta quarta-feira (17), de que a Aneel vai incluir a caducidade do contrato da Enel em um processo administrativo já aberto, opção que acelera o eventual rompimento da concessão.
De acordo com a CNN Brasil, Lula quer relatórios técnicos em curto prazo e sinalizou que medidas enérgicas podem ser adotadas se não houver melhora no serviço.
No âmbito estadual, o governo paulista afirma que o fornecimento de energia segue instável após fortes chuvas e cobra planos de contingência da concessionária, que atende cerca de 8,1 milhões de clientes.
Para os articuladores políticos do Planalto, a resposta ao problema energético em São Paulo será determinante para a imagem do governo federal na região durante o ciclo eleitoral de 2024 e 2026.
Em síntese, o Planalto pressiona a Aneel, o MME e a própria concessionária a darem resposta rápida à população, enquanto avalia juridicamente a viabilidade de encerrar a concessão antes do prazo.
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Crédito da imagem: CNN Brasil